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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

E os Loucos não existem, certo?

     Acho muito engraçado quando chego em lugares em que há pessoas que começam a me tachar de louca só pela minha forma diferente de pensar e agir em relação ao mundo. É como se a humanidade estivesse agora programada para agir de acordo com o que pregam. Há pessoas que não querem mais nada como verdade, além do que já pensam. É, esse assunto parece tão manjado aqui, mas é o que mais me indigna, esse mundo cheio de conformados, que só querem permanecer na mesmice e pronto. Isso é perder o sentido da vida. A inércia tem dois estados: Ou o objeto está em constante movimento e constante velocidade, ou está totalmente parado. Acho que as pessoas se conformam muito em ficar no segundo estado da inércia citado. Embora a inércia em constante movimento soe mais produtivo, parece não ser lá uma boa idéia, não. Aliás, estar inerte não serve como opção para o ser humano. Todos nós variamos de velocidade, claro. Todos nós temos limites.
  "Ei! E o papo da loucura e do conformismo??" Tá, tá bom! Já vou! Então, voltando ao conformismo, que eu estava falando justamente disso quando citei a inércia, é isso que estraga o gostinho doce da vida.
   Ora, mas se o bom da vida é a evolução, para quê toda essa mesmice? Para que ser tão "maria-vai-com-as-outras"? Estão reconhecendo essa conversa de algum lugar? Pois é, fazer o quê?

   P.S: Só para concluir:  Loucura é não achar graça no novo. E mais, ainda fico com aquela idéia de pensar no fato de as pessoas ainda  não terem um pingo de opinião e aceitarem o que estiver na moda. Isso é ter tudo mastigado, é ter opnião formada e não mudar. Isso não entra na minha cabeça mesmo, sabe?
  

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

(Des) Espero

     Oi outra vez!


   Bom, surgiu mais uma das minhas mirábolas (mirábolas??).

   Um dia desses conversando com minha mãe, conversa vai, conversa vem, a gente começou a falar meio filosoficamente. Claro que antes da conversa chegar a tal ponto, ela começou com alguma coisa cotidiana, algo que estava acontecendo, enfim. Mas o ponto ao qual a conversa chegou, foi sobre o verbo esperar e a palavra desespero.

   Se eu conheço bem minha mãe, essa conversa não se desenvolve à toa, quase sempre sai de um livro que ela leu (note: raramente minhas idéias saem de um livro, já que mal leio ultimamente), e dessa vez, foi de um livro de André Comte-Sponville: A Felicidade Desesperadamente.

   Eu não o li (ainda não!!), mas como ela gosta de comentar sobre trechos e tudo mais, eu acabo me ligando no falatório e me inspirando (depois que eu comecei a escrever, então, nem se fala!).
    Chega de rolos, vamos ao ponto rosa (e não era X?) da questão: O livro fala do ato de esperar. Sendo que pelo que entendi da conversa (acho que só poderei dizer que o que eu estou escrevendo agora é o que eu penso acerca do livro depois de lê-lo), o verbo esperar tem outros sentidos além do que ele pretenciosamente quis exprimir:
 
  1. Esperar propriamente dito: Esperar por algo, criar expectativas em algo. O que soa meio chato, pois é sempre ruim quando se tem aquele cheiro de cobrança no ar.

  2. Esperar que vem da esperança: Nem preciso dizer que soa mais positivo, certo? Eu nem vim mediar o que é ou não positivo na vida. Esse esperar é aquela esperança que salva o ser humano da desistência. É aquilo que o move a acreditar que ainda há mais uma chance.

  Ok, essa é a diferença. Agora, tem o desespero, que também tem seus porens :

 1. Desespero: Ato de desesperar-se, entrar em pânico, ficar louco sem saber o que fazer

 2. (Des) Espero: Entendeu o por quê do título agora? Pois é. Isso é deixar de esperar, de criar expectativas. É agir, e não mais parar, não mais esperar. Mas também não é deixar de ter esperanças (quem pensou que era isso, vai pagar prenda, hein?).

    Mais uma vez, deixo aqui acesa mais uma das minha faíscas que completam essa gigante fogueira que é a minha mente.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tô meio mole...

    É, minha criatividade para escrever está meio minada. Não estou conseguindo produzir como antes, por enquanto. Mas quem disse que isso aqui foi feito para apenas escrever minhas percepções.
    Posso tomar emprestado também,certo? Vejamos...





A pipoca



Rubem Alves





A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.



Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.



Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.



As comidas, para mim, são entidades oníricas.



Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.



A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.



A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.



Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.



Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...



A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.



Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.



Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.



Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!



E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.



Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.



Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.



Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.



Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.



Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.



"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.



Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.



Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.



Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.



Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.



Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.



Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...



     Ok, mentira, o texto acabou abrindo minha mente. Acho que que ja tinha lido, mas, quando fui transportá-lo, acabei relendo e refletindo sobre o que ele diz.
      Eu não quero ser mais um grão a ir para o lixo. Se faz parte da vida, o sofrimento, se faz parte chorar para depois sorrir, então que venha a vida! Nasci para morrer, e ressucitar, como disse Rubem.
      Vou preferir não apagar o fogo, porque, pode até ser que o sofriemento diminua, mas ele volta. Mas se eu não apagá-lo, deixarei que ele quebre minha casca dura, e que me transforme em uma delicada pipoquinha. Até que eu seja transformada, eu terei de aguentar os fatos da vida. Viver em si, já é um incêndio, portanto, apagar o sofrimento, é deixar de viver, é deixar de evoluir. Mentirosa seria eu se dissesse que nunca tentei adiar o sofrimento para depois achar que por um tempo, a vida está boa.
     Mas isso está mais para burrice. Não adianta varrer a casa levantando o tapete e pondo toda a sujeira debaixo dele. Esse tapete um dia envelhece, e você terá de tirar ele dali. Quando tirá-lo, o vento poderá passar por lá, e antes mesmo  de você limpar toda sujeira que ficou lá quando tirou o tapete, a casa estará uma imundice só! Não adianta fechar os olhos para não ver. Quer saber? Na minha vida não terá um tapete que é para eu não cair na tentação de deixar os problemas para lá, e eu serei estourada, me transformarei a cada dia da minha vida.
     Minha mensagem é simplesmente essa: Encare tudo! Viva! Deu para perceber que a vida não cruza os braços esperando por você? Pois então...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Entendendo a Mielomeningocele.

     Bom, como a maioria já sabe, eu a porto. Vocês devem estar se perguntando o que eu quero colocando isso aqui, não é? Pois não, eu não uso este blog apenas para falar sobre assuntos do mundo e minhas opniões acerca de tudo isso. Muito pelo contrário! Eu quero ser útil para o mundo (não que eu ache que eu não seja), quero ajudar a todos de todas as formas possíveis que eu alcançar.
     Continuando: A mielomeningocele ou espinha bífida é uma má formação no tubo neural. Há vários tipos de más formações. Dentre elas: Anencefalia, iniencefalia, craniorrasquisquise, cefalocele, meningocele, espinha bífida (há subdivisões, entre elas, está a mielomeningocele). Tirando a espinha bífida, todo o resto não tem compatibilidade com a vida mediante gravidade.
     Entre a mielomeningocele e a mielocele, há uma diferença importante: A mielocele é mais rara e menos grave, porque a lesão  não acomete nervos, pele, dura-máter, medula espinhal e nem raízes nervosas.
     Já a mielomeningocele é considerada mais grave porque acomete todos os elementos citados acima. E os efeitos que ela causa são paralisias sensitivas e motoras (membros inferiores) que dependendo da altura onde se encontra a lesão, se mais alta, mais grave, mais baixa, menos grave.
      Eu tenho mielomeningocele, lombar para ser precisa. Os "sintomas" que eu apresento são: perda de sensibilidade e movimentos do pés, tive hidrocefalia, mas com intervenção cirurgica, ela não me atrapalha mais, tenho incontinência urinária, essa não podemos dizer que não tenho mais, porque ela é apenas cotrolada, atravês das cirurgias que fiz, a minha qualidade de vida aumentou, usava fraldas descatáveis e hoje já as tirei da minha vida, faço uso de um remédio que será uso continuo, chamado Retemic, este serve para evitar espasmos vesiculares e controla as perdas de urina. Tenho desvios na coluna.
      Depois de ter feito várias cirurgias para reverter a situação da bexiga, hoje em dia uso o button, a conhecida como sonda de gastrostomia (foto 1 abaixo). 
       Mas antes disso, já fiz uma cirurgia que era apenas bloquear a uretra e abrir um canal pelo umbigo. Se funcionou? Por um tempo sim, mas o canal acabou ficando folgado fazendo com que os vazamentos começassem de novo. Depois fiz outra (antes da do button), que coloquei uma espécie de esfinctér sintético(nunca cheguei a vê-lo e nem o achei em pesquisas, mas o sentia) que era uma placa de silicone ligada a um anel (esse anel ficava no umbigo) também de silicone. A placa ficava abaixo da pele, o que possibilitava o médico de injetar uma pequena quantidade de soro que ia para o anel e o apertava para que não vazasse mais. Essa tática não deu certo, pois eu tive um pequeno problema com a cicatriz da cirurgia, ela criou uma espécie de quelóide, uma inflamação que cria uma bolha, com o tempo essa bolha estourou, passando os dias e tudo normal, até que vi que o anel de silicone estava saindo pelo lugar onde tinha a quelóide.
      Tudo bem, minha mãe falou que me levaria ao médico para saber o que era aquilo (a gente não sabia ainda que era o anel se deslocando para fora do corpo), e na noite do mesmo dia, fui tentar passar a sonda pelo umbigo, e estava um pouco difícil, na tentativa, eu vi a sonda entrando, fui colocando, quando vi que ela perfurou a bexiga saindo a ponta pelo lugar onde tinha a quelóide. Fiquei louca, minha mãe ligando para o médico e nada. Ele veio ligar eram umas 4 da manhã e eu sem conseguir dormir, pois estava com a bexiga extra-cheia. Quando deu umas 7 da manhã o médico ligou e disse para irmos ao hospital, então tá, chegamos lá, fui ao centro cirurgico. Preparativos para o procedimento, e tudo mais, vi que o médico não tinha chegado, e que tinha um outro. Perguntei a ele onde estava o Dr e ele me disse que estava em outro hospital ocupado, e passou pela minha cabeça: "COMO ASSIM?!?!?!"
      Sabendo que o cara era plantonista, fiquei tremola, comecei a bater dentes (sou muito dramática?), enfim, lá estava eu deitada na maca com o médico esterelizando a região, com as pernas quase sapateando       (deu para vizualizar?). Quando ele injetou o anestésico ele pegou a lâmina e falou:
     
    - Pode ficar tranquila, você só vai sentir uma pressãozinha.
   

     Hum, tá, pressãozinha, sei. Quando ele começou a furar eu comecei a me contorcer, e quando ele terminou de furar, que chegou ao local preciso, na bexiga, eu senti a maior dor que eu já senti em toda minha vida. Resultado? O grito:

   - AHHHHHHHHHHHHHHHH. #@#$#$#@#$%¨

   É, eu sei, terrivel, mas foi impulso, foi tanta dor que não segurei o linguajar. Vendo aquelas palavras LINDAS que eu disse, imagino que minha cara deve ter ficado vermelha e eu me pus a pedir desculpas por aquilo morrendo de vergonha.  
    Mas tudo bem, eu nem estou acreditando que estou contando tudo isso. Deixa eu focar mais no que eu vim fazer de fato escrevendo isso.
     Para você que também tem mielomeningocele lombar, tem movimentos das pernas e sensibilidade nas mesmas como eu, não perca tempo, faça fisioterapia, busque melhorias para a questão da bexiga, sei que não é todo caso que tem reversão, mas se você puder, não perca tempo, livre-se da fralda, procure seu médico para mais informações, o botton é uma ótima solução, sendo que ele tem de ser trocado de seis em seis meses. Não ganhe quilos, acredite, dificulta a sua busca pela independência.
     Sejam todos bem-vindos para comentar e trocar essas informações valiosas que podem ajudar-nos uns aos outros para viver cada vez melhor com a mielomenincele. E lembre-se, não temos limitações, temos apenas caracteristicas fisicas que nos tornam especiais diante da sociedade, e não diferentes, temos todos, os mesmos direitos. E sorria! Você está vivo! Está lendo isso? É um ótimo sinal, significa que você está em uma ótima situação e pode ficar melhor ainda!

     Para mais informações sobre a mielomeningocele e outras lesões do tubo neural:








1. O button


 

                    



                                                                                                                                                                                                               
  


    P.S: Quer falar comigo? Tenho meios de comunicação citados aqui mesmo no blog ou então, se preferir, tenho o e-mail no meu perfil para onde você pode mandar um oi, e "trocar figurinhas".

Até as próximas palavrinhas!
  
   P.P.S: Ah, sim, para o pai, mãe ou responsável pela criança com mielomeningocele, eu devo fazer um pedido: Não deixem que seus filhos dependam a vida inteira de vocês, eu sei que dá medo de soltá-los no mundo, porque conheci uma mãe de uma vizinha que tem mielomeningocele, mas mais em cima, ela não tem movimentos nas pernas, no caso, ela não poderá por exemplo recorrer ao button por questões físicas, já que sua bexiga ficava precionada por estar sentada. E essa mãe? É ela tem medo de fazer com que sua filha seja independente, por questões de preconceitos e tudo mais, mas sei que ela tem tanta capacidade quanto eu que tenho os movimentos das pernas, tenho. Incentivem suas crianças para que elas façam fisioterapia desde cedo, pois quanto mais cedo asc providências forem tomadas, muitissimo melhor.

Agora sim, terminei, espero ter ajudado a todos.

Abraços

sábado, 4 de dezembro de 2010

A vida e o mundo.

A vida é um livro em branco, no qual eu faço questão de escrever. 
O mundo é uma biblioteca, nela está minha vida  junto a outras várias.
Sou a escritora principal da minha vida, e quem entra nela é co-escritor.
Minha vida é cheia de co-escritores, que são aqueles que entraram e ficaram.
Os co-escritores colorem o livro da minha vida com palavras de ouro.
Queria poder remexer as pratileiras do mundo, mas não cabe somente a mim, e nem poderia tudo isso sozinha. E então, por que não juntarmo-nos
e fazer uma organizada nelas?

Nós mesmo fizemos a bagunça, cabe então aos mesmos reconstruir essa biblioteca.


Créditos: No Google não há nada original, certo?


Natureza das coisas

Se avexe não




Amanhã pode acontecer tudo

Inclusive nada

Se avexe não

A lagarta rasteja até o dia

Em que cria asas

Se avexe não

Que a burrinha da felicidade

Nunca se atrasa

Se avexe não

Amanhã ela pára na porta

Da sua casa



Se avexe não

Toda caminhada começa

No primeiro passo

A natureza não tem pressa

Segue seu compasso

Inexorávelmente chega lá

Se avexe não

Observe quem vai subindo a ladeira

Seja princesa ou seja lavadeira

Pra ir mais alto vai ter que suar ♪ ♫ ♪


terça-feira, 30 de novembro de 2010

E essa juventude!?!?

    É, eu concordo plenamente com quem a chama de juventude transviada. E eu ainda completo, a chamo de precoce, me arrisco também em chamá-la de impura. Me pergunto todo dia onde esse mundo vai parar com todas essas notícias que vemos por ai de jovens de 20 para baixo se drogando e praticando crimes muitas vezes bárbaros, meninas com idade bem mais inferior se prostituindo. Bom, é uma grande falta de atenção da política aos mais necessitados, disso todo mundo sabe. Mas a questão toda vai bem mais além das necessidades físicas e mentais da sociedade, há também em alta quantidade, ausência de amor.
    Sim, esse é o principal motivo que acarretou aos jovens do mundo a tomar esses tipos de caminhos.
    A contrução da dignidade humana de um indivíduo começa em seu lar, com a sua família, se os pais de uma criança a tratam com carinho, ela responderá ao mundo com carinho, se esses pais a tratam com violência, desamor, alta agressividade, ela mais tarde estará tomando os mesmos caminhos, com tais atitudes. Com certeza isso virou um ciclo há muito tempo, mas sinceramente, os que não agem com tal comportamento muitas vezes discordam disso tudo, o único problema é que eles ficam sentados sem fazer nada. Por medo? Tá, que seja, mas que todos saibam que com isso, só contribuem para o crescimento de todos esses casos.
    Se todos fizessem a sua parte de denunciar violência à criança, mulher, ou seja lá quem for, tenho certeza de que as porcentagens que vemos todos os dias nos jornais de mortes diminuiriam bastante, e favoreceriam o crescimento de um mundo mais justo, mais seguro e mais feliz para nossos filhos, netos e os filhos deles.
   O universo vive a base de trocas, você recebe o que dá, mais cedo ou mais tarde, suas ações têm uma consequência, não interessa quando essas consequências vêm, de qualquer forma elas baterão a sua porta.
   É triste ver como no mundo há uma grande parcela de ignorância, e com ela vem o desconhecimento da vida, do amor, e do que mais realmente importa. Muito fácil é achar que só você tem sentimentos e que só você pode ser ferido, afetado de alguma forma (inúmeras formas), será mesmo que é tão difícil enxergar que os outros também sangram? Será mesmo que só há alguns livres de culpas e de responsabilidades das suas ações? Ora, se as pessoas vivem mesmo, o simples fato de viver já é uma ação. Então viver já é uma responsabilidade. Mas aí é que tá, não venha confundir responsabilidade com culpa.
   Responsabilidades, você tem o tempo todo, elas vêm de acordo com sua maturidade. Muitas delas são decisões a tomar, mas também é o bom-senso de enxergar se isso pode ou não ser uma boa decisão, porque uma pessoa responsável não sai por aí fazendo o que der na telha sem medir os impactos que essas ações podem provocar. Culpa já é até um termo mais pesado. Diria que ela é até negativa. Porque culpa é na verdade um sentimento que você tem por não se responsabilizar por alguma coisa, por não ter feito, ou mesmo por ter feito (note: não fazer já é uma ação, é deixar de fazer) algo que não deveria. Eu tenho essa coisa de "algo que não deveria" apenas como distinção de mais ou menos adequado, e não "certo ou errado". Isso tudo porque tudo o que executamos tem uma reação, seja ela positiva ou negativa, pronto, é aqui onde eu quis chegar: Não existe mesmo nem certo, nem errado, existem resultados positivos e negativos, dependendo do ponto de vista de cada um, dependendo das situações.
   Enfim, do que o mundo mais precisa é de sabedoria, amor, afeto...

   Finalizando, o que eu penso mesmo é que Responsabilidade é inevitável, a culpa, opcional.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Você não pode...

...Mudar o mundo, mas sim, seu universo. Você, eu , todos temos um paraíso interno chamado universo particular. Não somos responsáveis por mudar o mundo (até uma certa ocasião, não), mas sim, podemos começar mudando nosso universo, nosso mundo. Grandes mudanças vêm de dentro. Coisas pequenas tornam-se grandes, medo transforma-se em coragem. Pensando  melhor, mude o mundo, começando com pequenas mudanças: Mude seu universo, então, você terá mudado o mundo automáticamente. 
    Mudanças são como a natureza, claro, pois inverno torna-se primavera, dia torna-se noite. Assim são as mais simples mudanças. Nem eu, nem você, ninguém  tem a mínima noção da importância que tem no mundo, como os adolescentes não sabem a força que têm. Mas temos uma certeza: Nossas ações têm um imenso efeito no mundo. Assim como o simples bater de asas da borboleta tem efeito no tempo.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mídia Lava-Cérebro

      Certo, na minha infância já tive aqueles brinquedinhos criados a partir de desenhos animados, uma banda de sucesso ou seja mais lá o que for. Só que hoje em dia, tenho isso como uma coisa não muito positiva. Não acho legal a mídia influir até no que você vai ou não consumir, eu acho que isso é como se eles estivessem mandando você comprar ou consumir isso e aquilo, é uma coisa que não lhe permite escolher, obter opniões próprias acerca do que há a seu redor.

     Reflita: Eles mandam mesmo em você ou você tem vontade própria?

   A mídia faz muito com que você compre aquilo superfluamente, quero dizer, às vezes é apenas por impulso. Eu me arrisco a dizer que a mídia, a moda, as propagandas, todas essas coisas que participam do sistema comercial, acarretam muito aos distúrbios consumistas, aquelas compulsões.
   Eu não estou dizendo que você não deveria estar fazendo isso, até porque eu também estou dentro do sistema quer, goste, ou não, mas estou, o que eu estou apenas tentando dizer, é que se nós podéssemos nos esforçar para comprar (já que o sistema é assim mesmo) apenas o necessário, ou mesmo aquilos que realmente queremos e pronto, não tinhamos esse problema de virarmos zumbis ao comando do consumo, da mídia, ou mesmo do dinheiro. Assim como eu me pergunto quem sou eu para dizer o que é certo ou errado, eu me pergunto: Quem são eles para dizer o que devemos ou não comprar/consumir?  Quem são eles para dizer como devemos gastar nosso tão suado dinheiro (eu ainda não suo, mas tudo bem)?
    
  E mais, onde fica a liberdade nisso tudo?

   Pulando um pouco a história, isso não funciona apenas com o sistema capitalista selvagem. Muitas vezes eu vejo por aí, questões assim em relação até mesmo ao gosto pessoal. Toda vez saio por aí, e vejo pessoas ouvindo musica tal do artista tal apenas porque esse está na moda. Onde fica sua opnião nisso? Ouvir, consumir, ou mesmo pensar coisas só porque o do lado faz o mesmo? Me deixa besta toda essa facilidade que essa nave chamada Terra, com seus tripulantes alienadores têm de influenciar em tudo os outros.

   Começo até a pensar que liberdade não existe, e se existe, é bem longe disso tudo. Só sei que não serei mais uma robô a participar desse teatro de horrores que é esse sistema que tira toda a liberdade humana e a capacidade de pensar naquelas coisas que realmente importam na vida. Que só deixa espaço para você sacrificar sua vida e sanidade para conseguir um papelzinho verde e umas moedinhas de metal em troca de coisinhas que você nem quis comprar mesmo por sua vontade, mas porque os anuncios mandaram, e a indústria publicitária impôs como regra universal. Onde fica o sentir? O sonhar? E o lutar pelo que realmente importa? Todas essas coisas materias ficam, nem se preocupe. A questão é o que vai e talvez você nunca mais veja, como aquelas pessoas queridas que você tanto ama, e quanto ao seu coração? Quer, goste ou não, seu coração é feito de carne e osso, e sangra todo dia (frase clichê, deixa para lá, foi o que me veio), você tem sentimentos, não os reprime, porque cada um deles é único, assim como as pessoas com quem você convive. Há muito mais no universo que o ser humano já pôde ver. Queria que não fossem essas futilidades a cegá-lo e afastá-lo daquilo com que ele certamente se sentiria mais feliz.
    O que aconteceu com aquela busca incansável da felicidade? Pelo menos eu tentarei valorizar mais o que há de importante, de necessário na minha vida, por mais que esse exército lavadores cerebrais tentem sugar de mim minha essência, nunca deixarei que aconteça, nunca serei mais uma alienada a seguir um destino tão destruidor, porque sim! Eu acredito que há muito mais dentro de uma pessoa que se possa imaginar, eu acredito que por mais que a maioria da porção humana seja cosumista, materialista, e tudo mais, que a outra maioria é sim capaz de sentir,sonhar e desejar coisas que vem do ser, e não essas coisas tão materiais e mesquinhas. Digo tudo isso porque eu não quero que o ser humano seja esteriotipado como materialista, mente pequena, que não dá atenção ao belo da vida. Quero que sejamos o que viemos ser: Felizes.
  

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Da 3ª lei de Newton...

    "A toda ação corresponde a uma reação"


     Sabe? Eu não diria que isso se aplica apenas a física. Muito antes de isso estar na matéria exata, ela já estava na vida. Claro, porque, a 3ª lei diz que a ação e a reação têm forças iguais, mas é ai que vem a questão. Na vida, a coisa é bastante diferente: A reação é milhões de vezes ,maior que a ação cometida.
     É incrivel achar vida até em aulas. Claro, é só o que podia acontecer mesmo, já que tudo está conectado a tudo, é tudo interligado. Todas essas coisas da vida tem algo a nos ensinar. A escola é bem mais do que um local muitas vezes cheio de desinteressados e um sistema educacional nada agradável.
     Dá para tirar delas outras coisas, dá para enxergar bem mais do que exatas, fórmulas, regras, números,cálculos, leis e outros "blá, blá blás" da vida (da vida não, do sistema educacional decadente). Mas sim, lições morais, aquelas que servem para a vida inteira, aquelas que transformam você em um ser humano digno...


Escrito 10/11/10
Na última folha do caderno,
no meio da baderna da minha sala.

domingo, 7 de novembro de 2010

Cabeça de pipoca - Doce Infância 2

Sabe aqueles apelidinhos carinhosos que você ganha quando pequeno? Pois é.

   Até alguns anos atrás, as minhas irmãs gostavam de me chamar de "Dharoca, cabeça de pipoca". O que eu achava e acho super fofo, não lembro de ter me zangado com isso nunca, muito pelo contrário, na verdade, esse apelido ficou até hoje. Tanto é, que não são mais só minhas irmãs e minha mãe que me chamam assim, até os amigos hoje em dia entraram na roda. É claro que existiram aqueles apelidinhos chatos que se remetem aos "defeitinhos esteticos", aqueles que eu não vou mencionar. Não porque eu fiquei zangada com isso até hoje, não, eu ficava, é diferente. Acabando o assunto de apelidos, neste exato momento, as lembranças da minha dulcíssima infância estão aflorando. Lembro muito daquelas brincadeirinhas que todos faziam comigo quando eu era criança. Aquele famoso beijinho de esquimó, e também quando minhas irmãs me pegavam pelos braços e pernas, uma segurava os membros inferiores, e a outra, os superiores, e saiam pela casa comigo,gritando: OLHA O CARNEIRINHO!
    Acho que são tantas coisas nesse baú de ouro que é a infância que momentaneamente não cabe tudo na memória, elas vêm em momentos inesperados. Mas que está tudo guardado para sempre na minha vida, está.

P.S: É, é por isso o nome do email, vocês não achavam que eu simplesmente inventei, né?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Artigo

   Ah, o artigo. É tudo que escrevo e digo. Artigo, é a arte do que eu digo.  Tudo o que escrevo sai saltando, são bichinhos saltitantes prestes a gritar, rir, chorar, seja lá o que for. Como diz uma das minhas mestras em seu blog:

" As palavras
querem sair
gritando, sussurrando,
 falando, chorando, rindo.
Não há como impedir
De todas as maneiras,
de qualquer maneira
Elas sairão"

     Para mim, as palavras são vivas, tão vivas, que tem sentimentos, emoções. Para mim, se bobear, elas até tem cor, formas, cheiros, é só seu dono pintá-las, inventá-las. Palavras, apesar de serem vivas, não tem vontade própria (não que isso fosse novidade), são os seus donos que fazem delas o que são depois de serem ditas, escritas, ou mesmo até desenhadas. Palavras tem o dom de serem sentidas ao serem vistas, portanto, sentimos quaisquer sentimentos dependendo das mesmas. Muito, muito cuidado com elas, pois já que você faz delas seres animados, você pode fazer delas flores, amores, todas aquelas belezas da vida.
    Mas também pode ferir os outros se fizer uso indevido, ao mesmo tempo em que elas podem acariciar, elas podem ferir e deixar hematomas, arranhões, daqueles que são os mais difíceis de curar, os do coração.
    Enfim, acredite, não há dor maior do que aquela causada por letras mal colocadas, palavras mal ditas.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Todos somos irmãos

 Queridos individuos de outras regiões brasileiras, sei que não são todos que nos atacam com o terrivel preconceito contra o nordeste, mas eu estou falando principalmente com quem ataca.
   Ninguém parou ainda para pensar que somos do mesmo país e que não deveriamos ter tanta desigualdade entre nós? Isso tudo só gera ainda mais desigualdade. Acaba até passando uma imagem torta nossa aos outros países. Todas essas pessoas que agem de má fé atacando nossa região ainda não se tocaram que estão atacando o próprio país, gerando mais desigualdade, pondo mais diferenças, mais barreiras.
   Nós nunca abrimos a boca para falar mal de vocês (pelo menos eu não), porque então vocês ainda vêm gerar tanta desavença? Eu nunca ouvi falar de nenhuma provocação partindo daqui para outras regiões, eu sempre fui informada de outros falando de nós, até muitas vezes na cara-de-pau de dizer em rede nacional, já houve muito isso aqui. Eu não tô querendo me igualar a ninguém, eu não tô nem xingando ninguém. Apenas estou demonstrando minha indignação diante de tanta falta de paz que há no mundo, ou até pior, em um país. Pelos próprios moradores dele. Até onde isso vai parar?
   Todo mundo sabe que ninguém aqui é diferente de ninguém. Ninguém é mais capaz do que ninguém
    Todos somos I-GUA-IS. Eu nem vou mentir, eu até admiro outras regiões pela diferença de cultura, pela variedade. Mas eu não vou aturar toda essa violência contra o semelhante.

Saudade é o amor que fica.

  Desconheço o autor. Isso não me interessa. Venho aqui prestar uma homenagem a um cara, que passei pouco tempo junto, mas que esse pequeno período valeu a construção do amor que sinto por ele.
  Em 2009, no mês de dezembro,ele deixou todos aqui com etarnas lembranças da pessoa incrível que ele era. Esse cara era meu tio. Me arrependo até hoje de ter feito uma pequena reunião de aniversario meu do de 6 do mesmo, enquanto ele lutava contra um câncer intestinal, que resultou em sua morte 4 dias depois.
   Só depois eu caí na real, só depois eu amadureci, deixei de ser criança e entendi que deveria ter ficado calada, deveria ter deixado todos os familiares em suas casas, fiz um evento em má hora. Só não adianta chorar ao leite derramado. Mas enfim, eu não vim aqui me queixar do que passou, eu não vim falar da tristeza que fica quando se perde alguém que ama. Nada disso, vim falar das lembraças que ficam, dos abraços apertados, das conversas com minha mãe e os outros irmãos em que eu estava perto olhando todos falar. Ainda hoje lembro do dia do aniversario de minha irmã, em que estavam todos os tios, primos, amigos... Um dia alegre. Ainda lembro de como ele me comprimentava. Eu dizia abraçando-o timidamente :

- Oi, tio!
 E ele me respondia:
- Oi, tia!

 Guardo muitas lembraças.

   Ele era o tipo do cara um tanto rabugento, mas não era o rabugento chato, era um tipo doce, uma pessoa que ao mesmo tempo que não era lá tão sorridente, não gostava que cantássemos parabéns no seu aniversário, ele era gentil, atencioso. Um dos tios que eu mais estimo. Ainda lembro do seu último aniversário em que completava 46 anos. Estávamos na casa dele, e no final de tudo, me abraçou com força.
   Naquele dia, eu realmente senti que aquele abraço soou como uma despedida, me incomodou.

   Passado todo esse tempo, sinto uma imensa falta dele. É tão ruim ter que conformar-me com o fato de que nunca mais o verei novamente, de que sempre faltará um lugar na mesa de natal, e faltará mais ainda sua presença em outras ocasiões, já que ele era tão participativo.

   Tio Carlos Gonzaga, dorme em paz e saiba que você sempre estará guardado dentro do peito de cada um que teve a honra de participar da sua vida.

Te amo eternamente.

domingo, 31 de outubro de 2010

Pensar é uma droga (ou não)

   Não é que os meus amigos me influenciam, não, eles me inspiram. Inspirar-se em algo ou alguém, é bem mais positivo que ser influenciado. Eu não penso nada só porque fulano também pensa, algumas verdades para mim podem não ser verdades para outras pessoas, na verdade, quando penso em algo que saiu de alguma inspiração, seja em um filme, em uma conversa com alguém, eu tenho opniões próprias, mas se eu concordar com alguém, isso não é nenhum crime. Bom, voltando ao assunto, que aliás eu desviei muito, pensar é e não uma droga, essa é minha opnião acerca da frase "pensar é uma droga" dita por um amigo que em uma conversa dessas, argumentou que muitas vezes é melhor agir apenas por instinto.
   E pensei bem nisso (note: eu só escrevo assim quando uma coisa que aconteceu, ou que ouviu me marcou muito, claro) e depois de tudo, minha conclusão é que não serve agir apenas por instintos, até porque o impulso às vezes até atrapalha, temos também que pensar se o que estamos prestes a fazer é mesmo o que queremos (eu não vou dizer "se é mesmo certo ou errado" porque aí já é uma questão de ponto de vista, não existe certo nem errado). Então, tudo o que eu fizer será e não calculado, deixarei e não a vida correr naturalmente. Porque a vida cada um faz a sua.

Amor e dinheiro cegam...

...Mas, entre a cegueira do dinheiro e a do amor, prefiro a do amor. Acabei de pôr isso no Twitter depois de uma brincadeira feita por uma amiga que disse: "Nem doces, nem travessuras, eu quero é dinheiro"

  Bom, ela me respondeu que realmente estava brincando e achou que o que eu tinha dito acerca daquilo, fosse uma indireta. E não era... O fato é que quando ela colocou isso, automaticamente me inspirou a frase.
  Porque realmente, amor é mais divertido que dinheiro (falou a voz da experiencia, hein?), enfim, adoro quando alguma coisa que vejo ou que vivo por ai abre minha mente e me inspira a escrever ou fazer seja lá o que for. Pois eu digo uma coisa: Eu quero doces, travessuras, amor e tudo mais que a vida tiver para mim!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Como pode?

    A criatividade morar na própria falta? Está ai algo estranho vindo até mim. Até sem algum assunto em especial para escrever, eu me aventuro em escrever algo mesmo assim, mesmo que seja na falta de criatividade como estou agora. É engraçado como a mente nos engana. A gente sempre tem algo a dizer, nós é que somos duros consigo e persistimos em esquecer que sempre se tem algo a dizer ou até mesmo a ouvir.
     O que aliás desvia o assunto completamente, afinal, é isso o que o ser humano tem mania de fazer ( observando que eu não estou julgando ninguém, estou no mesmo saco de farinha que qualquer um), julgar antes de conhecer, ou até mesmo de ouvir o que o outro tem a dizer. Ninguém mais tem aquela capacidade de fazer ao contrário. E as manias humanas não consistem apenas em não parar para ouvir o próximo, mas parar para se ouvir, para ouvir suas próprias necessidades. Temos sempre uma forma de se esconder dos próprios apelos, das próprias angústias. Nada disso resolve, até piora tudo.
   Agora, realmente, para ouvir o próximo temos antes, que nos ouvir. Para ajudar o próximo, temos antes que nos ajudar. Porque a incapacidade de ajudar alguém mora na capacidade de não se ajudar.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Amor = Ilusão?? Não sei disso não!

   O que tenho a dizer é uma indignação que sempre me vem quando saio por ai. Não aguento mais chegar seja na escola como em qualquer lugar que tenham adolescentes da minha idade e sempre tem alguns (ou são todos os que eu vi por enquanto) que vivem dizendo que não existem belas palavras como "eu te amo", que isso tudo na verdade não passa de uma ilusão, ou que sempre acaba em um par de chifres, sexo e outras baixarias que eles vivem repetindo.
   Eles nem ao menos sabem o que é amor, muito menos sabem o que é o ato de amar. Mas ora essa, não é na mesma hora que uma pessoa encontra outra de cara e esse encontro se transforma em amor. É algo a ser construido...E mesmo assim, amor é uma descoberta. Ninguém nasce sabendo ou amando certo indivíduo.
    Então aí vai um recadinho: Vocês ainda vão retirar todas essas terriveis coisas que vivem repetindo. Quando  encontrarem alguém (porque sei que apesar de tanta malandragem ou negatividade, que seja, vocês tem alguma coisa dentro de si, algo de bonito que ainda vai saltar de vocês), vão amadurecer e vão repetir para si mesmos: "Puxa vida! Como fui insensível e idiota!"
  
Fim de papo e até a próxima!

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Doce Infância!

     Bate uma saudade incrível daquela época tão pura, tão inesquecível! Saudade daquelas puxações de saco de minhas irmãs, daquelas brincadeiras que me faziam gargalhar até minha barriga doer... É nostalgico escrever algo assim, do nada. Mas há coisas na vida que merecem ser lembradas eternamente. É, dá saudade daqueles deseinhos dos anos 80 que foram reprisados nos anos seguintes, que foram os que eu vivi na infância, lembram? aquela novelinha Chiquititas, cantigas de roda na escola! Graças a Deus, eu tive uma infância felicíssima!

    De vez enquando minha mãe me lembra de uma frase tão fofa que ela repetia para mim quando eu era pequena: "Minha querida, linda, fofa, cheirosa, sensacional, extraordinariamente bela!"
    Não que eu mesma lembre, é claro que ela me conta...
    Pensando bem, quer saber? Não precisamos esquecer dessa parte doce da vida, podemos ainda não ser tão sérios, achar alegrias em mais coisas nela. Isso sim seria aproveitá-la. Não esquecendo de nenhuma das fases.

E para fechar com chave de ouro, uns vídeos lindinhos para lembrarmos dessa alegria pura de criança que, na verdade, a gente nunca perde. A gente só esquece e isso fica aí perdido no fundo de nós.

P.S: Eu não achei um video dos ursinhos carinhosos que eu podesse incorporar aqui...Infelizmente. Mas, colocarei o link aqui para o acesso do mesmo:  http://www.youtube.com/watch?v=bTCuOTijCzc&feature=PlayList&p=D39F3CFC669F1CAC&index=0&playnext=1

Esse último confesso que não lembrava... São tantas lembraças!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Quem que tem que se acalmar?

Bom, realmente tinham outros pontos de vista sobre o post abaixo.
Hoje, conversando com minha irmã e meu cunhado, vi que os termos ''Dor'' e ''Sofrimento'' estão e não ligadas. Quero dizer, entre toda essa conversa comecei a concordar não mais só no meu ponto de vista sobre a famosa frase de Carlos Drummond de Andrade, como também comecei a ver que concordo com o ponto do autor, veja bem (o que eu não tinha visto): Quando o autor disse que a dor é inevitável e sofrimento é opcional, ele quis dizer realmente o que minha irmã e meu cunhado entenderam... Por mais que doa, a gente não sofre para sempre, bom, isso eu realmente entendi (ah,tá! só depois?), mas não me desprendi da minha opnião, eu acho sim que quando dói a gente sofre com essa dor, mas claro que não para sempre...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Calma aê Drummond!

"A dor é inevitável, o sofrimento é opcional"

     Não! Peraê, se a dor é inevitável, ela dói de qualquer jeito. E dor causa sofrimento,certo?
Então, se uma é ligada a outra e uma causa a outra, então significa que a gente não sofre por opção, mas sim porque dói. Somos feitos de sentimentos, alguns doem mesmo. E às vezes até crescemos com esse sofrimento, às vezes a gente até evolui com essa dor. Então, sinto muito, mas eu questiono essa frase de Drummond de Andrade.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

E...

Eu olho na janela, aquele brilho! Sim, um brilho imensuravelmente belo!
Vejo tudo a minha volta tão colorido, tão...brilhante!
Mas tudo na vida tem aquele lado escuro que às vezes aparece para nos lembrar, que cada dia é único, e que eles não são feitos de belos sentimentos, rosas,cores e outras belas flores. Mas sim, feito muitas vezes de reflexões, que por hora são cheias de dor, às vezes escurece o dia. Simplesmente, são momentos feitos de aprendizagem e renovação, com finalidade de mostrar que à mesma proporção que podemos chorar, podemos rir...

Ah, brilho incrível! Que por mais que o tempo escureça, sempre há de voltar

domingo, 5 de setembro de 2010

Entusiasmo!

    Sentimento incrivel! É aquele que dá em você aquela vontade de sair por aí com o sorriso "de cabo a rabo", de uma orelha à outra...Dá aquela vontade de sair distribuindo simpatia, alegria, tudo que há de positivo no universo. Dá vontade de ajudar todo mundo que vem pela frente! Dá vontade cada vez mais, de ser feliz.

domingo, 8 de agosto de 2010

Coisas, muitas coisas...

Serei mais breve o possível, aqui reunirei algumas das coisas que me trazem alegria...

Uma delas, é a música "O anjo mais velho" do Teatro Mágico. Eu simplesmente acho lindíssima.

Letra:


O dia mente a cor da noite
E o dia mente a cor do olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente


Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
Enchendo minh'alma d'quilo que outrora eu
deixei de acreditar

Tua palavra,tua história
Tua verdade fazendo escola
E tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar
no fim
E o fim é belo incerto...Depende de como você vê
O novo, o credo, a fé que você deposita em
você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você
Só enquanto eu respirar.



Free MP3 Downloads at MP3-Codes.com


Espero que gostem, ainda bem que achei o link de áudio!

Até mais.

sábado, 31 de julho de 2010

Ser feliz ou ter razão?

    Ok, na postagem anterior eu quis mudar um pouco e postar coisas interessantes...O fiz, mas como tem horas que as idéias fluem, melhor soltá-las, não é verdade?
   
    Bom, o pensamento que me ocorreu neste exato momento, é que nós deveriamos parar de contestar e ter mais auto-controle. Tudo bem que eu não sou santa e tampouco paro de contestar toda vez que é necessário parar. Foi o que eu mostrei em ''Faça o que eu digo,não o que eu faço''. Reconheço que muitas vezes erro quando daria para evitar, falo quando era para calar. Às vezes não nos perguntamos antes que essas coisas aconteçam se o que é melhor: Ser feliz ou ter razão? Não, agimos muitas vezes por impulsos, não pensamos antes de agirmos assim. Mostrei também na postagem, que eu aconselho as pessoas coisas que não faço de vez em quando. Isso é por não querer que as pessoas cometam os mesmos erros e por que quero o bem delas. Tá, mas a maioria dessas coisas são apenas uma questão de auto-controle (voltando a questão ''ser feliz ou ter razão''). É isso que devemos fazer, ficar mais calados e ser felizes. Um dia eu consigo não falar nada quando necessário, continuarei tentando...

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Cadeira de rodas nunca fez parte do meu corpo.

       Acho que sou boba, às vezes. Tem coisas com as quais eu já deveria ter me acostumado há tempos, mas que ainda hoje me surpreendem. Eis que um dia, em uma de minhas voltas por aí que dava com meu pai, acontece mais uma daquelas, sabe? Estávamos no Riverside [para quem não mora em Teresina, é um dos shoppings daqui], paramos para sentar em um dos banquinhos que ficam de frente para algumas vitrines de lojas, e ficamos um tempo por lá, conversando.
     
       Bem de repente, chega um amigo dele, nos cumprimentando, puxando conversa. O Cara começa a olhar para mim. Eu, daquele jeito todo meu: Calada, sorrindo de leve. Mal sabia que ele vinha com uma daquelas. Ele começa a falar, contando de uma filha dele, que teve de viajar a São Paulo, por ter um problema no coração desde eu nascimento. E com isso tudo, ela precisou fazer cirurgias.

      Enfim, o fato é que ele começou com aquele papo  - "as pessoas deveriam se queixar menos".  Pela expressão dele, parecia até que "as pessoas" era só uma forma de disfarce para o "você".  Ele continuou, e me veio com aquela conversa de que eu tenho tudo, e não sei o quê mais lá. Eu? Calada fiquei até ele terminar.  Nessa coisa toda, notei o quanto ele falava da filhinha dele, nas pausas em que ele parava de se dirigir a mim. Notei também, que quando ele fazia isso, a face dele ficava cada vez mais...Como vou descrever? Sei lá, era estranho, ele tinha um ar de preocupação, nem sei se ele estava me olhando com aquele ar de pena, como costuma acontecer.

       A impressão que eu tive, foi que ele achava mesmo que eu tinha algo de infeliz, sei lá. Eu tenho certeza que em nenhum momento eu demonstrei isso. Pois fiquei calada O TEMPO TODO!

       Só sei, que quando ele saiu, logo depois sai com meu pai para irmos ao carro, e assim, ele me deixar em casa. Eu virei para ele e perguntei: - Pai, nessa brincadeira toda, não foi ele quem se queixou o tempo todo? E ele: - É, realmente, é a cabeça das pessoas, minha filha.

       Bom, o fato de eu precisar de uma cadeira de rodas para a locomoção não significa grande coisa em relação a minha vida. Todo mundo consegue aprender a viver do jeito que dá! Já vi gente sem ambos os membros tirarem de letra, vivem muito bem, e felizes. Então, porque não eu?! =D

domingo, 20 de junho de 2010

Faça o que eu digo,não o que eu faço...

Bom...Eis aqui um assunto que não me foge da cabeça,claro,porque incomoda. Tem horas que eu vejo que dou conselhos para as pessoas com coisas que eu não faço,mas que deveria. O que é bem estranho...Sei que pode parecer bobo o que eu to falando aqui,mas é verdade. Eu não to escrevendo isso para me queixar,não,mas escrevo para dizer umas verdades minhas e que sim...Eu sou imatura,to em busca de ser melhor,em busca de evolução . Escrevo para dizer o que eu sinto. Medo,medo das pessoas acharem que isso é ruim e que devem se afastar de mim por minhas falhas,outra coisa que pode parecer tosco eu colocar aqui essas coisas. Mas pode ser um passo para eu me libertar disso e encontrar mais paz na minha vida.

P.S: Se bem que eu tenho que perder esse medo de me expressar...