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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Artigo

   Ah, o artigo. É tudo que escrevo e digo. Artigo, é a arte do que eu digo.  Tudo o que escrevo sai saltando, são bichinhos saltitantes prestes a gritar, rir, chorar, seja lá o que for. Como diz uma das minhas mestras em seu blog:

" As palavras
querem sair
gritando, sussurrando,
 falando, chorando, rindo.
Não há como impedir
De todas as maneiras,
de qualquer maneira
Elas sairão"

     Para mim, as palavras são vivas, tão vivas, que tem sentimentos, emoções. Para mim, se bobear, elas até tem cor, formas, cheiros, é só seu dono pintá-las, inventá-las. Palavras, apesar de serem vivas, não tem vontade própria (não que isso fosse novidade), são os seus donos que fazem delas o que são depois de serem ditas, escritas, ou mesmo até desenhadas. Palavras tem o dom de serem sentidas ao serem vistas, portanto, sentimos quaisquer sentimentos dependendo das mesmas. Muito, muito cuidado com elas, pois já que você faz delas seres animados, você pode fazer delas flores, amores, todas aquelas belezas da vida.
    Mas também pode ferir os outros se fizer uso indevido, ao mesmo tempo em que elas podem acariciar, elas podem ferir e deixar hematomas, arranhões, daqueles que são os mais difíceis de curar, os do coração.
    Enfim, acredite, não há dor maior do que aquela causada por letras mal colocadas, palavras mal ditas.

2 comentários:

  1. Emocionante. Adorei o texto, fala ao coração.

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  2. Brigada, linda. Essa foi inspirada em você, que sempre me incentivou ao mundo literário, não diretamente, mas o fez.

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