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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mídia Lava-Cérebro

      Certo, na minha infância já tive aqueles brinquedinhos criados a partir de desenhos animados, uma banda de sucesso ou seja mais lá o que for. Só que hoje em dia, tenho isso como uma coisa não muito positiva. Não acho legal a mídia influir até no que você vai ou não consumir, eu acho que isso é como se eles estivessem mandando você comprar ou consumir isso e aquilo, é uma coisa que não lhe permite escolher, obter opniões próprias acerca do que há a seu redor.

     Reflita: Eles mandam mesmo em você ou você tem vontade própria?

   A mídia faz muito com que você compre aquilo superfluamente, quero dizer, às vezes é apenas por impulso. Eu me arrisco a dizer que a mídia, a moda, as propagandas, todas essas coisas que participam do sistema comercial, acarretam muito aos distúrbios consumistas, aquelas compulsões.
   Eu não estou dizendo que você não deveria estar fazendo isso, até porque eu também estou dentro do sistema quer, goste, ou não, mas estou, o que eu estou apenas tentando dizer, é que se nós podéssemos nos esforçar para comprar (já que o sistema é assim mesmo) apenas o necessário, ou mesmo aquilos que realmente queremos e pronto, não tinhamos esse problema de virarmos zumbis ao comando do consumo, da mídia, ou mesmo do dinheiro. Assim como eu me pergunto quem sou eu para dizer o que é certo ou errado, eu me pergunto: Quem são eles para dizer o que devemos ou não comprar/consumir?  Quem são eles para dizer como devemos gastar nosso tão suado dinheiro (eu ainda não suo, mas tudo bem)?
    
  E mais, onde fica a liberdade nisso tudo?

   Pulando um pouco a história, isso não funciona apenas com o sistema capitalista selvagem. Muitas vezes eu vejo por aí, questões assim em relação até mesmo ao gosto pessoal. Toda vez saio por aí, e vejo pessoas ouvindo musica tal do artista tal apenas porque esse está na moda. Onde fica sua opnião nisso? Ouvir, consumir, ou mesmo pensar coisas só porque o do lado faz o mesmo? Me deixa besta toda essa facilidade que essa nave chamada Terra, com seus tripulantes alienadores têm de influenciar em tudo os outros.

   Começo até a pensar que liberdade não existe, e se existe, é bem longe disso tudo. Só sei que não serei mais uma robô a participar desse teatro de horrores que é esse sistema que tira toda a liberdade humana e a capacidade de pensar naquelas coisas que realmente importam na vida. Que só deixa espaço para você sacrificar sua vida e sanidade para conseguir um papelzinho verde e umas moedinhas de metal em troca de coisinhas que você nem quis comprar mesmo por sua vontade, mas porque os anuncios mandaram, e a indústria publicitária impôs como regra universal. Onde fica o sentir? O sonhar? E o lutar pelo que realmente importa? Todas essas coisas materias ficam, nem se preocupe. A questão é o que vai e talvez você nunca mais veja, como aquelas pessoas queridas que você tanto ama, e quanto ao seu coração? Quer, goste ou não, seu coração é feito de carne e osso, e sangra todo dia (frase clichê, deixa para lá, foi o que me veio), você tem sentimentos, não os reprime, porque cada um deles é único, assim como as pessoas com quem você convive. Há muito mais no universo que o ser humano já pôde ver. Queria que não fossem essas futilidades a cegá-lo e afastá-lo daquilo com que ele certamente se sentiria mais feliz.
    O que aconteceu com aquela busca incansável da felicidade? Pelo menos eu tentarei valorizar mais o que há de importante, de necessário na minha vida, por mais que esse exército lavadores cerebrais tentem sugar de mim minha essência, nunca deixarei que aconteça, nunca serei mais uma alienada a seguir um destino tão destruidor, porque sim! Eu acredito que há muito mais dentro de uma pessoa que se possa imaginar, eu acredito que por mais que a maioria da porção humana seja cosumista, materialista, e tudo mais, que a outra maioria é sim capaz de sentir,sonhar e desejar coisas que vem do ser, e não essas coisas tão materiais e mesquinhas. Digo tudo isso porque eu não quero que o ser humano seja esteriotipado como materialista, mente pequena, que não dá atenção ao belo da vida. Quero que sejamos o que viemos ser: Felizes.
  

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