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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

E os Loucos não existem, certo?

     Acho muito engraçado quando chego em lugares em que há pessoas que começam a me tachar de louca só pela minha forma diferente de pensar e agir em relação ao mundo. É como se a humanidade estivesse agora programada para agir de acordo com o que pregam. Há pessoas que não querem mais nada como verdade, além do que já pensam. É, esse assunto parece tão manjado aqui, mas é o que mais me indigna, esse mundo cheio de conformados, que só querem permanecer na mesmice e pronto. Isso é perder o sentido da vida. A inércia tem dois estados: Ou o objeto está em constante movimento e constante velocidade, ou está totalmente parado. Acho que as pessoas se conformam muito em ficar no segundo estado da inércia citado. Embora a inércia em constante movimento soe mais produtivo, parece não ser lá uma boa idéia, não. Aliás, estar inerte não serve como opção para o ser humano. Todos nós variamos de velocidade, claro. Todos nós temos limites.
  "Ei! E o papo da loucura e do conformismo??" Tá, tá bom! Já vou! Então, voltando ao conformismo, que eu estava falando justamente disso quando citei a inércia, é isso que estraga o gostinho doce da vida.
   Ora, mas se o bom da vida é a evolução, para quê toda essa mesmice? Para que ser tão "maria-vai-com-as-outras"? Estão reconhecendo essa conversa de algum lugar? Pois é, fazer o quê?

   P.S: Só para concluir:  Loucura é não achar graça no novo. E mais, ainda fico com aquela idéia de pensar no fato de as pessoas ainda  não terem um pingo de opinião e aceitarem o que estiver na moda. Isso é ter tudo mastigado, é ter opnião formada e não mudar. Isso não entra na minha cabeça mesmo, sabe?
  

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

(Des) Espero

     Oi outra vez!


   Bom, surgiu mais uma das minhas mirábolas (mirábolas??).

   Um dia desses conversando com minha mãe, conversa vai, conversa vem, a gente começou a falar meio filosoficamente. Claro que antes da conversa chegar a tal ponto, ela começou com alguma coisa cotidiana, algo que estava acontecendo, enfim. Mas o ponto ao qual a conversa chegou, foi sobre o verbo esperar e a palavra desespero.

   Se eu conheço bem minha mãe, essa conversa não se desenvolve à toa, quase sempre sai de um livro que ela leu (note: raramente minhas idéias saem de um livro, já que mal leio ultimamente), e dessa vez, foi de um livro de André Comte-Sponville: A Felicidade Desesperadamente.

   Eu não o li (ainda não!!), mas como ela gosta de comentar sobre trechos e tudo mais, eu acabo me ligando no falatório e me inspirando (depois que eu comecei a escrever, então, nem se fala!).
    Chega de rolos, vamos ao ponto rosa (e não era X?) da questão: O livro fala do ato de esperar. Sendo que pelo que entendi da conversa (acho que só poderei dizer que o que eu estou escrevendo agora é o que eu penso acerca do livro depois de lê-lo), o verbo esperar tem outros sentidos além do que ele pretenciosamente quis exprimir:
 
  1. Esperar propriamente dito: Esperar por algo, criar expectativas em algo. O que soa meio chato, pois é sempre ruim quando se tem aquele cheiro de cobrança no ar.

  2. Esperar que vem da esperança: Nem preciso dizer que soa mais positivo, certo? Eu nem vim mediar o que é ou não positivo na vida. Esse esperar é aquela esperança que salva o ser humano da desistência. É aquilo que o move a acreditar que ainda há mais uma chance.

  Ok, essa é a diferença. Agora, tem o desespero, que também tem seus porens :

 1. Desespero: Ato de desesperar-se, entrar em pânico, ficar louco sem saber o que fazer

 2. (Des) Espero: Entendeu o por quê do título agora? Pois é. Isso é deixar de esperar, de criar expectativas. É agir, e não mais parar, não mais esperar. Mas também não é deixar de ter esperanças (quem pensou que era isso, vai pagar prenda, hein?).

    Mais uma vez, deixo aqui acesa mais uma das minha faíscas que completam essa gigante fogueira que é a minha mente.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Tô meio mole...

    É, minha criatividade para escrever está meio minada. Não estou conseguindo produzir como antes, por enquanto. Mas quem disse que isso aqui foi feito para apenas escrever minhas percepções.
    Posso tomar emprestado também,certo? Vejamos...





A pipoca



Rubem Alves





A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas.



Por isso tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de "culinária literária". Já escrevi sobre as mais variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nobis, picadinho de carne com tomate feijão e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos.



Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-filosófico a uma meditação sobre o filme A Festa de Babette que é uma celebração da comida como ritual de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como filósofo, poeta, psicanalista e teólogo — porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.



As comidas, para mim, são entidades oníricas.



Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.



A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás, conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu. Minhas idéias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.



A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque, ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas dentro de uma panela. Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem.



Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e alegria devem existir juntas.



Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa do Candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do Candomblé...



A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido.



Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Pois o fato é que, sob o ponto de vista de tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos.



Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém jamais poderia ter imaginado.



Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!



E o que é que isso tem a ver com o Candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa — voltar a ser crianças! Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo.



Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca, para sempre.



Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.



Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão — sofrimentos cujas causas ignoramos.Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.



Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente, pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação acontece: PUF!! — e ela aparece como outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.



Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.



"Morre e transforma-te!" — dizia Goethe.



Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar.



Meu amigo William, extraordinário professor pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia, as explicações científicas não valem.



Por exemplo: em Minas "piruá" é o nome que se dá às mulheres que não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: "Fiquei piruá!" Mas acho que o poder metafórico dos piruás é maior.



Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem.



Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida perdê-la-á".A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro alegre da pipoca, no fundo a panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.



Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é uma grande brincadeira...



     Ok, mentira, o texto acabou abrindo minha mente. Acho que que ja tinha lido, mas, quando fui transportá-lo, acabei relendo e refletindo sobre o que ele diz.
      Eu não quero ser mais um grão a ir para o lixo. Se faz parte da vida, o sofrimento, se faz parte chorar para depois sorrir, então que venha a vida! Nasci para morrer, e ressucitar, como disse Rubem.
      Vou preferir não apagar o fogo, porque, pode até ser que o sofriemento diminua, mas ele volta. Mas se eu não apagá-lo, deixarei que ele quebre minha casca dura, e que me transforme em uma delicada pipoquinha. Até que eu seja transformada, eu terei de aguentar os fatos da vida. Viver em si, já é um incêndio, portanto, apagar o sofrimento, é deixar de viver, é deixar de evoluir. Mentirosa seria eu se dissesse que nunca tentei adiar o sofrimento para depois achar que por um tempo, a vida está boa.
     Mas isso está mais para burrice. Não adianta varrer a casa levantando o tapete e pondo toda a sujeira debaixo dele. Esse tapete um dia envelhece, e você terá de tirar ele dali. Quando tirá-lo, o vento poderá passar por lá, e antes mesmo  de você limpar toda sujeira que ficou lá quando tirou o tapete, a casa estará uma imundice só! Não adianta fechar os olhos para não ver. Quer saber? Na minha vida não terá um tapete que é para eu não cair na tentação de deixar os problemas para lá, e eu serei estourada, me transformarei a cada dia da minha vida.
     Minha mensagem é simplesmente essa: Encare tudo! Viva! Deu para perceber que a vida não cruza os braços esperando por você? Pois então...

sábado, 11 de dezembro de 2010

Entendendo a Mielomeningocele.

     Bom, como a maioria já sabe, eu a porto. Vocês devem estar se perguntando o que eu quero colocando isso aqui, não é? Pois não, eu não uso este blog apenas para falar sobre assuntos do mundo e minhas opniões acerca de tudo isso. Muito pelo contrário! Eu quero ser útil para o mundo (não que eu ache que eu não seja), quero ajudar a todos de todas as formas possíveis que eu alcançar.
     Continuando: A mielomeningocele ou espinha bífida é uma má formação no tubo neural. Há vários tipos de más formações. Dentre elas: Anencefalia, iniencefalia, craniorrasquisquise, cefalocele, meningocele, espinha bífida (há subdivisões, entre elas, está a mielomeningocele). Tirando a espinha bífida, todo o resto não tem compatibilidade com a vida mediante gravidade.
     Entre a mielomeningocele e a mielocele, há uma diferença importante: A mielocele é mais rara e menos grave, porque a lesão  não acomete nervos, pele, dura-máter, medula espinhal e nem raízes nervosas.
     Já a mielomeningocele é considerada mais grave porque acomete todos os elementos citados acima. E os efeitos que ela causa são paralisias sensitivas e motoras (membros inferiores) que dependendo da altura onde se encontra a lesão, se mais alta, mais grave, mais baixa, menos grave.
      Eu tenho mielomeningocele, lombar para ser precisa. Os "sintomas" que eu apresento são: perda de sensibilidade e movimentos do pés, tive hidrocefalia, mas com intervenção cirurgica, ela não me atrapalha mais, tenho incontinência urinária, essa não podemos dizer que não tenho mais, porque ela é apenas cotrolada, atravês das cirurgias que fiz, a minha qualidade de vida aumentou, usava fraldas descatáveis e hoje já as tirei da minha vida, faço uso de um remédio que será uso continuo, chamado Retemic, este serve para evitar espasmos vesiculares e controla as perdas de urina. Tenho desvios na coluna.
      Depois de ter feito várias cirurgias para reverter a situação da bexiga, hoje em dia uso o button, a conhecida como sonda de gastrostomia (foto 1 abaixo). 
       Mas antes disso, já fiz uma cirurgia que era apenas bloquear a uretra e abrir um canal pelo umbigo. Se funcionou? Por um tempo sim, mas o canal acabou ficando folgado fazendo com que os vazamentos começassem de novo. Depois fiz outra (antes da do button), que coloquei uma espécie de esfinctér sintético(nunca cheguei a vê-lo e nem o achei em pesquisas, mas o sentia) que era uma placa de silicone ligada a um anel (esse anel ficava no umbigo) também de silicone. A placa ficava abaixo da pele, o que possibilitava o médico de injetar uma pequena quantidade de soro que ia para o anel e o apertava para que não vazasse mais. Essa tática não deu certo, pois eu tive um pequeno problema com a cicatriz da cirurgia, ela criou uma espécie de quelóide, uma inflamação que cria uma bolha, com o tempo essa bolha estourou, passando os dias e tudo normal, até que vi que o anel de silicone estava saindo pelo lugar onde tinha a quelóide.
      Tudo bem, minha mãe falou que me levaria ao médico para saber o que era aquilo (a gente não sabia ainda que era o anel se deslocando para fora do corpo), e na noite do mesmo dia, fui tentar passar a sonda pelo umbigo, e estava um pouco difícil, na tentativa, eu vi a sonda entrando, fui colocando, quando vi que ela perfurou a bexiga saindo a ponta pelo lugar onde tinha a quelóide. Fiquei louca, minha mãe ligando para o médico e nada. Ele veio ligar eram umas 4 da manhã e eu sem conseguir dormir, pois estava com a bexiga extra-cheia. Quando deu umas 7 da manhã o médico ligou e disse para irmos ao hospital, então tá, chegamos lá, fui ao centro cirurgico. Preparativos para o procedimento, e tudo mais, vi que o médico não tinha chegado, e que tinha um outro. Perguntei a ele onde estava o Dr e ele me disse que estava em outro hospital ocupado, e passou pela minha cabeça: "COMO ASSIM?!?!?!"
      Sabendo que o cara era plantonista, fiquei tremola, comecei a bater dentes (sou muito dramática?), enfim, lá estava eu deitada na maca com o médico esterelizando a região, com as pernas quase sapateando       (deu para vizualizar?). Quando ele injetou o anestésico ele pegou a lâmina e falou:
     
    - Pode ficar tranquila, você só vai sentir uma pressãozinha.
   

     Hum, tá, pressãozinha, sei. Quando ele começou a furar eu comecei a me contorcer, e quando ele terminou de furar, que chegou ao local preciso, na bexiga, eu senti a maior dor que eu já senti em toda minha vida. Resultado? O grito:

   - AHHHHHHHHHHHHHHHH. #@#$#$#@#$%¨

   É, eu sei, terrivel, mas foi impulso, foi tanta dor que não segurei o linguajar. Vendo aquelas palavras LINDAS que eu disse, imagino que minha cara deve ter ficado vermelha e eu me pus a pedir desculpas por aquilo morrendo de vergonha.  
    Mas tudo bem, eu nem estou acreditando que estou contando tudo isso. Deixa eu focar mais no que eu vim fazer de fato escrevendo isso.
     Para você que também tem mielomeningocele lombar, tem movimentos das pernas e sensibilidade nas mesmas como eu, não perca tempo, faça fisioterapia, busque melhorias para a questão da bexiga, sei que não é todo caso que tem reversão, mas se você puder, não perca tempo, livre-se da fralda, procure seu médico para mais informações, o botton é uma ótima solução, sendo que ele tem de ser trocado de seis em seis meses. Não ganhe quilos, acredite, dificulta a sua busca pela independência.
     Sejam todos bem-vindos para comentar e trocar essas informações valiosas que podem ajudar-nos uns aos outros para viver cada vez melhor com a mielomenincele. E lembre-se, não temos limitações, temos apenas caracteristicas fisicas que nos tornam especiais diante da sociedade, e não diferentes, temos todos, os mesmos direitos. E sorria! Você está vivo! Está lendo isso? É um ótimo sinal, significa que você está em uma ótima situação e pode ficar melhor ainda!

     Para mais informações sobre a mielomeningocele e outras lesões do tubo neural:








1. O button


 

                    



                                                                                                                                                                                                               
  


    P.S: Quer falar comigo? Tenho meios de comunicação citados aqui mesmo no blog ou então, se preferir, tenho o e-mail no meu perfil para onde você pode mandar um oi, e "trocar figurinhas".

Até as próximas palavrinhas!
  
   P.P.S: Ah, sim, para o pai, mãe ou responsável pela criança com mielomeningocele, eu devo fazer um pedido: Não deixem que seus filhos dependam a vida inteira de vocês, eu sei que dá medo de soltá-los no mundo, porque conheci uma mãe de uma vizinha que tem mielomeningocele, mas mais em cima, ela não tem movimentos nas pernas, no caso, ela não poderá por exemplo recorrer ao button por questões físicas, já que sua bexiga ficava precionada por estar sentada. E essa mãe? É ela tem medo de fazer com que sua filha seja independente, por questões de preconceitos e tudo mais, mas sei que ela tem tanta capacidade quanto eu que tenho os movimentos das pernas, tenho. Incentivem suas crianças para que elas façam fisioterapia desde cedo, pois quanto mais cedo asc providências forem tomadas, muitissimo melhor.

Agora sim, terminei, espero ter ajudado a todos.

Abraços

sábado, 4 de dezembro de 2010

A vida e o mundo.

A vida é um livro em branco, no qual eu faço questão de escrever. 
O mundo é uma biblioteca, nela está minha vida  junto a outras várias.
Sou a escritora principal da minha vida, e quem entra nela é co-escritor.
Minha vida é cheia de co-escritores, que são aqueles que entraram e ficaram.
Os co-escritores colorem o livro da minha vida com palavras de ouro.
Queria poder remexer as pratileiras do mundo, mas não cabe somente a mim, e nem poderia tudo isso sozinha. E então, por que não juntarmo-nos
e fazer uma organizada nelas?

Nós mesmo fizemos a bagunça, cabe então aos mesmos reconstruir essa biblioteca.


Créditos: No Google não há nada original, certo?


Natureza das coisas

Se avexe não




Amanhã pode acontecer tudo

Inclusive nada

Se avexe não

A lagarta rasteja até o dia

Em que cria asas

Se avexe não

Que a burrinha da felicidade

Nunca se atrasa

Se avexe não

Amanhã ela pára na porta

Da sua casa



Se avexe não

Toda caminhada começa

No primeiro passo

A natureza não tem pressa

Segue seu compasso

Inexorávelmente chega lá

Se avexe não

Observe quem vai subindo a ladeira

Seja princesa ou seja lavadeira

Pra ir mais alto vai ter que suar ♪ ♫ ♪