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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Memória Fotográfica.

      É tão legal quando palavras de força te inspiram... Eu costumava, e ainda costumo, na verdade, a achar certas coisas que me vêm, bobagem, e por isso vem o medo de expô-las. Acabou que nem é, sabe? Você as julga incômodas e aí elas passam dias, semanas e até meses mergulhadas dentro de você, nas suas emoções e até chegam a doer.
       O que eu ouvi hoje, é que se incomoda, se dói, é porque é importante. Ora, porque haveria de ser bobagem se é algo que queima dia após dia dentro de você? A gente tem mais é que acolher, foram essas as palavras que vi hoje, não exatamente escritas assim, claro. Depois eu fiquei pensando que acolher é um tanto diferente de remoer. Acolhendo, você sabe ou está procurando algum modo de aliviar a dor, ou mudar de vez a situação quando for possível (porque sempre é, pode não ser naquele momento presente,mas...). Remoendo, minha mãe costuma dizer que é gostar de sofrer, não faz nada com aquilo, mas reconhece o quanto aquilo dói naquele momento.
        Essa sou eu aprendendo a "fotografar" tudo aquilo que for importante para a minha evolução, que na maioria das vezes, acho até que não serve somente para mim. E ainda falta tanta coisa, tanto o que aprender, tantas virtudes a serem arquivadas na mente e no coração. Porque viver tem disso: querer gravar na mente apenas, é assumir o risco de perder a informação, e provavelmente perder de fato. Quando se faz as coisas com o coração tem-se a vantagem de tornar cada detalhe importante. Coração é o lugar onde não se perde nada, tudo torna-se eterno! Eu, que deixava tanta coisa fugir, estou nessa missão de apalpar cada detalhe, agarrar cada pedaço daquilo que tantas vezes me é importante mas falta minha percepção.
          Porque um dia, aquela coisa de "faça o que eu digo, não o que faço" vira papo-furado. Vira simplesmente algo a ser substituido por algo mais consistente e mais saudável. Porque tudo tem me provado que vale mesmo mais a pena passar por tais experiências e só depois dar o veredito.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Eita, esse Homo Sapiens Sapiens...



      Olhe atentamente a foto acima. Notou alguma coisa estranha? Não? Olhe bem, perceba cada detalhe das palavras. "Viver com Aids é possível", sim pois é, é totalmente possível. "Com o preconceito não", aí é que é possível mesmo! Só fica impossível se VOCÊ quiser! Ainda quero estar viva para ver a evolução da sociedade passando a acreditar nisso, sinceramente.
        Tudo o que nos acontece tem algo a nos dizer, um jeito único de nos abrir os olhos. Eu, Dhara, há 17 anos atrás (daqui a menos de uma semana 18, mas enfim), nasci com uma sequela, que acredito eu, que as pessoas vêem isso como um "problema" ou "limitação". Tem até gente que tem alguma dessas (d)eficiências, que adoram enfatizar que é cadeirante, tem alguma sequela, pelo simples fato de achar isso muito ruim e se achar menos do que os outros que nasceram inteiramente "normais". Para mim, isso é um erro um tanto grave. Porque essas pessoas acabam se fechando para um leque de possibilidades que só se abririam para elas, se essas olhassem o mundo por um outro ângulo.
         Se eu já fui assim? Claro que já! Mas, cá entre nós, eu prefiro hoje em dia, porque Deus sabe o que eu passei agindo daquela forma, tanta coisa que perdi... É muito ruim, porque você acaba tendo mais trabalho. É um processo muito grande e doloroso fazer com que esteja onde estou hoje, mas que é gratificante... ô! Na boa, dá uma preguiça danada sentir pena de si e TENTAR fazer com que os outros também o sintam. Poxa, para qual finalidade, me diz, para que diabos serveria pessoas ao seu redor com olhares penosos e comentários do tipo: "Tadinha, alguém assim deve sofrer tanto!"? E sofre, mas sofre mesmo é SE QUISER, eu não quero. Sei lá, tem tanta gente com uma ânsia que não acaba de querer que o preconceito acabe de vez e suma da face da Terra. Então tenho uma notícia para esses ansiosos: Sinto muito, sempre vai existir. Sempre vai existir algum olhar penoso, ou alguém com nojo (é, ainda existe esse tipo). Mas no caso da AIDS é a mesma coisa: As pessoas se deixam abater, porque o nome já diz: Elas SE deixam abater, mas isso pode muitíssimo bem mudar, se elas quiserem. A vida é feita  simplesmente de escolhas, cabe a cada um de nós fazê-las da melhor forma possível. Porque também virou meu lema: A gente nasceu para ser feliz ! E é tão bom, mas tããão bom ser feliz, viu? É uma delícia olhar para si mesma e dizer: Cara, EU ME AMO!
         Falando nisso, uma musiquinha divertida, com uma letrinha boa. Ela é mais direcionada a relacionamentos, mas dá para colocar nessa situação, acredito eu:
            Sendo figurinha repetida, só pode ser verdade. Aquela coisa de "se você não se amar, não será capaz de amar niguém", tantas e tantas vezes a gente vê essa frase, que só pode não ser mentira, né?

Faxina Interna.


       Ufa! Depois de tanta coisa, é muito bom estar de volta! Às pessoas para as quais eu compartilhava, e ainda compartilho experiências em relação a espinha bífida (cansa ler mielomeningocele, não?), fico feliz que estou imensamente bem depois de uma cirurgia que definiu para sempre (nada exagerada,né?) a minha vida daqui para frente! E tenho de dizer, nada de botom: Não é nada interessante ter algum material estranho em contato com seu organismo. Principalmente para  (im)pacientes como eu, que tem muita facilidade em formar cálculos na bexiga. Puxa vida! A pedreira que saiu de mim dessa vez até me assustou! Imagina 5 pedritas dentro de você, cada uma do tamanho de um caroço de pitomba... Então.
        É um alívio imenso! E aí, como eu aprendi a enxergar além do que meus olhos vêem, nesses dias em casa pude ver algo similar a vida (ou vida dentro da vida, como preferir). Quando a faxineira vem, ela faz uma senhora faxina! Sabe o tipo da pessoa que passa horas até a casa ficar um brinco? Ela é dessas. Só que ela tem uma mania que acaba sendo um pouquinho (bondade pode tornar-se defeito, cuidado!) incômoda: Ela muda absolutamente TUDO de lugar TODA VEZ que ela vem. Daí, ninguém fala nada, porque, pelo menos eu, fico com um pouco de medo, pois não quero ser grossa, indelicada. Aí, a idéia que me veio é a seguinte: Assim como na faxina da casa, na vida, a gente não precisa mudar absolutamente tudo de lugar. Mudar de lugar não significa organizar. Por que não apenas desentortar os quadros invés de mudá-los de parede? (não que ela faça exatamente isso).
       Mas aquela situação, quando o tempo aperta, vem a pressa e você fica procurando isso e aquilo que você jurava estar naquele lugar? Complicado,né? Quero dizer, na vida você também não precisa mudar sua personalidade ou o que quer que seja em algum momento da vida. Pode apenas mudar a forma de agir em determinada situação, já que na maioria das vezes não podemos mudar a situção.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Sou feminista sim, posso?

               O tempo passa, crescemos e evoluimos, amadurecemos percebendo que muitas vezes optar por transformar certas opniões em valores inquebráveis não é a melhor alternativa (não que eles não existam). Quero dizer, ainda bem que as coisas não precisam ser extrematizadas. Dizer que moda e estética é fútil e feminista é uma opnião totalmente machista, err. Há um tempo atrás, confesso que achava que quem ligava para moda, estética e afins era a criatura mais fútil do mundo. A questão é que cresci, e agora vejo essas coisas de uma forma totalmente diferente. Percebo o grande significado que isso tudo tem. (viu? tem toda uma importância!)
               Não há problema nenhum no fato de nós, garotas, mulheres, até mesmo senhoras querermos nos dar valor,certo? Fazemos isso unica e exclusivamente para nós mesmas. Aliás, aquela afirmação de que na verdade fazemos isso para as outras, que nos vestimos para as outras mulheres é, sei lá, bobinha. Fazemos para nós, por nós, mais ninguém e mais nada! Tudo feito pelo motivo de nos sentirmos bem conosco e com o resto automaticamente. Hoje em dia, eu acho é lindo a coisa toda da moda, e cosméticos e tudo mais. Imagina bem aí que existem áreas específicas para essas coisas e gente que gosta não só de se cuidar, mas está cursando/trabalhando na área de moda/estética/cosmetologia e se interessa mais a fundo por essas coisas. É super interessante que existam coisas para o cuidado comigo, com você não seja visto como uma coisa superficial e sim, valorizada.
              É tudo uma arte, tudo na base da criação. É por isso que é tudo muito lindo! Correr atrás do conhecimento por contra própria é o que há. E ir atrás do inédito, então? Melhor ainda!
              E para você, minha amiga, sabe muito bem que é com a senhorita que estou falando, que foi com você que conversei sobre isso um dia desses, que me perguntou se ingressar nesse tipo de curso seria muita loucura... Isso tudo que acabei de responder te responde (de novo) sua pergunta?

P.S: Fazer o que nos deixa feliz é a graça da coisa,certo?
             

sábado, 3 de setembro de 2011

Não desculpo.

            Desculpar. Uma palavra tão usada, mas que nem poderia. Tal feito é impossível! Soa como desfazer algo, com o simples som dessa palavra imperativa: Desculpe-me! Mas não há como, não há como retirar culpa. Se houver o que retirar, ou amenizar, é o sentimento de mágoa do outro.
           
             O que pode-se fazer, é perdoar, óbvio e simples. Des-culpar é uma proeza pessoal, algo que vem de si e tem efeito no mesmo. Então, não está desculpado! Porque não é responsabilidade minha.

             Desculpe-se, desculpar vem de si, perdoar vem dos outros!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Perdoai! Eles não sabem o que fazem!

        Para quem não mora aqui e para onde a notícia muito provavelmente não chegou, Teresina está uma loucura por conta do aumento da tarifa dos transportes públicos, e assim, dos protestos. Muitas vezes penso que sou um tanto ingênua, inocente, mal enxergava a situação como estou vendo atualmente.
        
         Essa semana, por aqui na internet, estava vendo relatos e fotos de que tudo estava bem, era uma manifestação pacífica. No final das contas, vejo que nem era para ter acreditado em tal afirmação. Tudo parecia estar bem, até ver as últimas notícias informando que começaram a interditar vários (pelos quais tenho a sorte de não passar) pontos da cidade, e começou a entrar polícia na história, e por fim, virou caso de vandalismo: Começaram a queimar ônibus.

         Triste, e ainda tem gente que acha tudo muito normal, que não há nada de errado, que estão corretos-donos-da-razão-tchau-e-bênção em depredar propriedade pública. Tá vendo? Entendeu a força que isso tem??? Destroem algo que é deles e acham lindo! Melhor, não é que o ponto X da questão seja isso. O que importa realmente é que, quer seja propriedade pública, quer seja privada, qualquer tipo de depredação é CRIME!
  
          Não, eu não uso ônibus, mas não é por isso que eu deveria achar normal todo esse vandalismo! "Ah, mas crime é o roubo que eles fazem do nosso dinheiro". É? Então todos estão se igualando a eles.

           Para mim, tudo é simplesmente baseado em NOSSAS escolhas. Os "representantes" do nosso estado, quem elege? De quem é o voto? E o dinheiro das idenizações para os motoristas e funcionários que tanto usam como desculpa para dizer que é mais um roubo, de quem vocês acham que é?? É tudo nosso, nós que pagamos (Ok, eu ainda não, mas mais tarde, estarei incluída no imposto de renda,ué), sai do nosso bolso e todo mundo quer se ver livre de culpa.

         É, o aumento realmente foi feito sem fundamento. Mas receber violência e dar violência, é como lavar lama com estrume. Porque é uma violência ao nosso direito de liberdade esse aumento do preço das passagens, e mais violência ainda é a depredação causada por estudantes e trabalhadores aos patrimônios que são públicos.

         Se a lei for revogada com essa confusão toda rolando, só lamento, porque só darão razão aos vândalos.  Acabarão achando que com violência, as coisas se resolvem. Não estou a fim de ver a sociedade correr para este rumo. Não estou a fim de ver meu sobrinho crescer em um país, no meio de uma sociedade em que destruição, violência é normal, tampouco estou a fim de ver agressão se tornar algo normal, porque já basta ser comum.

         Mais: Essa coisa toda acabou ferindo a liberdade até de quem não tinha nada a ver. Fecharam avenidas, congestionaram trânsitos, e a polícia dando atenção ao manifesto e deixando o resto da cidade sem proteção, era para achar bonito? Com certeza teriam outras formas de reinvindicar os direitos, mas escolheram justo essa? Manifestação não é sinônimo de violência, ora.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fugir.


         É simples, muito simples. Na nossa história, na nossa vida tem tanta coisa que passa diante de nossos olhos, tanta coisa que suportamos... E o que mais queríamos mesmo, de verdade, era nunca ter visto tudo aquilo. É nunca ter passado por tanta dor.

         A verdade é que não podemos fugir de tudo isso e temos de aguentar até passar. Mas será mesmo que não fugimos de fato? Bom, porque eu acho que todo mundo descobre, arranja, planeja uma forma de amenizar a situação, não que alguém consiga mesmo sumir daquele cenário sombrio e pronto, mas consegue ao menos aliviar toda aquela pressão.

         É, é bem isso mesmo. Acho que todo mundo tem sua forma de esperar que a tempestade passe. Acredito que arte sirva para isso. Para esquecer os problemas por um tempo, música é o que há! E tem aqueles que extravasam com gritos abafados no travesseiro, e por mais incrível que possa parecer, existem pessoas que preferem que o silêncio cure.

         Ok, não tem mais como escrever algo que tenha eu, eu  mais eu? Sei lá, para onde foram todas aquelas idéias que vão além de mim, meu Deus? Enfim, como desta vez, de novo, não faltaria um pedaço de mim para colocar aqui, as melhores formas que achei para tirar o peso, foi com a música, e escrita, e diálogos, e doces [não só no sentido gastronômico,por favor], e risadas, meiguices, miudezas, abraços, olhares, porque simplicidade é o que há de mais sofisticado.

          Para mim, não é bem fugir, mas ressignificar, pintar o quadro com outras cores, uma estrela a mais no céu, um meio-tom no meio de um lá menor com dó maior, chocolate no café, samba no pé, cabelos ao vento, mãos ao alto, e muito sentimento!

sábado, 27 de agosto de 2011

Hoje eu me permito ser boba.

      Quem já foi aos últimos textos disso aqui, sabe que eu escrevi um textinho que talvez eu tenha até modificado. Essas minhas manias de sair modificando os textos, deletando e tal, tudo isso tem significado. Já vi gente ficar chateada com isso, mas essa enxugada que vivo dando no blog tem toda uma razão de ser. Ora, a gente muda o tempo todo, até sem ver.

       Acho que quando eu criei esse blog, tudo o que havia dentro de mim estava uma bagunça insuportável até para mim! Sei lá, acho que eu olhava para os textos, refletia, pensava, e nada de errado encontrava. Mas hoje, que as coisas mudaram, o mundo deu trocentas voltas e infinitas coisas aconteceram, vocês acham que eu teria a mesma forma de ver? Não tem como! Coisa que graças a Deus não sou e nem gostaria de ser, é uma garota de frases, opniões formadas. Eu quero é ter milhões de opniões que é para estar mudando de vez em quando! Evolução é assim: Eu nunca vou passar tempo demais com uma coisa formada na cabeça e repetindo para mim "é assim e pronto".

       Não estou dizendo que mudo de opnião como quem muda de roupa, só estou dizendo que nada permanece a mesma coisa. E se eu tiver algumas opniões em mente, e que aparentemente não mudo, para mim, que sou dona de mim e sei como funciona, eu sei que não exatamente não muda. Às vezes penso que as coisas que passam pela minha cabeça apenas ganham outra cara.

       Assim acontece com meus textos: Deleto, edito, mas nada que foi deletado foi totalmente apagado, porque sei que mais cedo ou mais tarde será reescrito com outras palavras, isso já aconteceu por aqui, não lembro com quais textos, mas já. E nada que é editado é totalmente mudado, mudam-se palavras, mas a idéia central é a mesma, talvez mais madura e menos equivocada, mas a mesma!

       Ok, e o texto é aquele que entitulei de forma óbvia, com uma frase que diz tudo: "Faça o que eu
digo, não o que eu faço". Não sei ao certo o destino que dei ao texto, se deletei, se editei, não lembro o que fiz. Mas se deletei, foi inocentemente achando que me libertei desse status de estagnação, achando que as coisas ganharam outros rumos. Mas sabe que não? Tudo sempre funcionou para mim dessa forma: Eu nunca quis em primeiro plano o que faço, porque se não for bom, que seja só para mim, não quero o mesmo destino para os outros. E sou dona de dar conselhos e não seguí-los às vezes (sou hipócrita por isso?). Mas se eu apenas o editei, talvez eu tenha só ressignificado a situação.

        Todos sabem que ninguém simplesmente esquece as coisas, senta no sofá e fica tudo bem. A situação não deixa de existir, ainda está lá, o que aconteceu foi que você deixou de dar a mesma atenção e importância que dava antes!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Monólogo (?)

Eu: É engraçado como os sonhos se engavetam. Tanta coisa parecia urgente! Tanta coisa parecia ter de se concretizar no aqui e agora.
Mim: Só que no momento não é bem mais isso. Até porque não funciona. Nem tudo pode ser aqui, agora. Não se pode desobedecer o curso da natureza.
Eu: Ok, mas na vida sempre tem aquela coisa de "viver o momento presente" e "esperar o momento certo". A questão, é que tudo parece ter os papéis invertidos, no final das contas. Que coisa, não? O que parece acontecer às vezes, é que  o presente se faz com o que tem de ter paciência. Espera-se o momento certo, praticamente com o que deveria acontecer aqui, agora. Vai entender.
Mim: Nos sonhos, as coisas acontecem de uma forma tão diferente, tão ideal.
Eu: Idealismo nunca levou nada a lugar algum, não adianta pensar em como seria.
Mim: Que ótimo, é inútil. Mas que dá um alívio...
Eu: Beleza, e esse alívio serve para...?
Mim: Tá, tá bom! O que tiver no momento é o melhor a fazer mesmo. Mas duvido que um ser consiga executar coisas sem planejar de forma alguma.
Eu: Momento presente serve para isso: Nem sempre se pode planejar, se vive do jeito que der. É a graça da coisa!
Mim: Essa de "nem tudo é como se quer" às vezes cansa.
Eu: Pode até ser. Mas talvez seja mesmo assim, porque, enfim, uma coisa dá epaço para a outra.
Mim: Pronto! Então, o que tiver de ser, será. Desde que se possa dar uma afastadinha nos móveis de vez em quando...
Eu: Hahaha, claro! Nunca ninguém disse que só porque não se pode plenejar tudo, não poderia editar o que está em curso, ou o que foi feito.
Mim: Acho meio difícil mexer com o que já está feito. Não se pode deixar liso, plano, um papel que foi amassado e rasgado.
Eu: Ora, mas o que não obtiver resultados bons de tal forma, pode ter resultados melhores com as mudanças. Então, para quê mesmice?
Mim: Bom, se bem que isso é verdade, por que não substituir o papel,não?
Eu: Tudo funciona melhor como massa de modelar, do que como papel.
Mim: Ou será como os dois?
Eu: Não. Não tem essa de funcionar como os dois. Todos sabem que o papel é como se fosse aqueles momentos, ou ações, que não mudam, não ficam de outra forma. Ou permanece com ele amassado, rasgado, ou esquece e substitui. Massa de modelar, pelo menos, dá para desmanchar e fazer outra coisa.
Mim: Ainda bem, seria um caos se não houvessem alternâncias e nuances.

"Eu e Mim se dividem numa só certeza, pois Eu dentro de Mim é mais eu do que eu mesma"♫ ♪

sábado, 6 de agosto de 2011

Eu aprendo, tu aprendes, todos aprendem!

       Com muita alegria, volto a deixar minhas marquinhas! Nossa, como isso é engraçado, viu? Eu que achava que minha vida tinha parado. Mas a verdade, é que a gente aprende que nada pára: Você é que deixa de perceber o movimento das coisas! E sabe? Eu mereço bronca por optar por fechar os olhos, afinal, é um crime diante da vida, deixar de dar atenção para o que quer que apareça no caminho, até porque, de tudo a gente tira uma lição, uma conclusão.
       
       Hoje estive pensando em como ser humano é simples, nós é que costumamos complica [não, não estou afirmando que já aprendi, e sei tudo de como ser humano.Até porque, quem sou eu,né?]. Aquela coisinha batida de "para ajudar, você tem de se ajudar", é clichê, mas nunca, NUNCA deixou de ser verdade. E pecado? A definição disso, só tenho mesmo aquela: Infelicidade. Convenhamos, as pessoas pensam de formas diferentes umas das outras. Certo e errado são coisas que não existem. O que existe no lugar deles, é com o que você se sente bem.

      Senão para isso, para quê nascemos, se não for para sermos felizes, e adquirirmos sabedoria, saber e sabor durante essa fascinante caminhada? Frase linda essa: "Nenhum poder, algum saber, alguma sabedoria, e o máximo possível de sabor" - Barthes.

      É, algumas vezes, quando conhecemos pessoas por aí, inevitávelmente, se essa interação resultou em algo um pouco mais profundo, há aí, uma troca. A gente se doa. Chama-se reciprocidade. Não basta estar disposto a ajudar. O outro terá de se dispor a ser ajudado. Eu não escrevo nenhuma novidade por aqui, eu sei, mas a minha intenção mesmo é levar para cá o que eu acho que é importante para mim.

     Ok, vou acabar não sabendo finalizar conversas... Mas tipo, fico super feliz em ver que eu ajudo, que eu posso dar um toque de vez em quando, mas, quando a gente se doa, se doar não significa abrir mão da vida todinha para tentar [porque isso é coisa que nao se consegue para outra pessoa] aliviar as aflições do outro.  Autruísmo não significa ausência de egoísmo, e também não significa sacrifício.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Trilhando

        É engraçado. Chega um momento em que percebemos que há certas ações, formas de agir, pensar, que são como nossas marcas. E o que me parece, é que existem coisas assim, das quais não deveriamos nos desprender. Quando você tenta mudar as coisas, com receios de que existe o que mudar, por hora percebe que não era bem isso que deveria fazer. É como diz aquela música: O certo é que eu dancei, sem querer dançar, e agora já nem sei qual é o meu lugar ♪.  Às vezes a gente faz coisas, achando que isso vai nos dar um novo rumo, sei lá, um novo jeito de olhar as coisas, ou talvez, fazer com que a gente perceba que pode fazer aquilo que nem sabe se consegue. Mas muitas vezes isso não é bom, por que acabamos nos perdendo. No final, parece até que a gente não sabe mais o que fazer, quais decisões tomar...
         Bom, acho que o que devemos mesmo fazer, é deixar que venham as coisas por si. Não é toda vez que é uma boa sair procurando ou experimentando as possibilidades. Enfim, aqui estou. Na minha.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A Liberdade é uma prisão.

       Para se ter liberdade é preciso antes, prender-se. A verdade é que ninguém pode querer ser totalmente livre, já que em cada escolha que fazemos, está suposta uma renúncia. A graça de tudo , é enxergar beleza até nisso. Senão, o que seria mesmo de nós, se víssemos tais coisas com aquele ar de falta?
       Tudo bem, você teve de deixar de comer chocolate porque seu objetivo no momento é o de emagrecer. Por isso você resmunga? Deixe passar alguns meses e olhe-se no espelho...Valeu a pena, não é?
       Não, não estou falando isso sem dó nem piedade, como se achasse isso de pouca importância, e dissesse: "É assim e cabou-se". Ora, dói saber que devemos deixar tanta coisa para trás, pois há algo maior pela qual você corre atrás. A verdade, é que pode ser prazeroso no fim das contas, o resultado de suas escolhas, as conclusões que tira, lições valiosas que são para a vida toda. Simples: Temos sempre x caminhos para escolher, de cada vez, só uma será válida. Arrancar os cabelos por isso? Não, claro que não! É, as possibilidades são muitas, e imensas. É tão gratificante quando você percebe que as coisas, mesmo que não feitas da forma que você planejou, deram certo!
       Às vezes penso que mesmo não escolhendo executar os planos e sim, optar por fazer aquilo que nos é de mais urgência, tanto não vão importar todas aquelas coisas que deixamos para trás, como tudo parece voltar. É como se as oportunidades sempre voltassem, não importando quanto tempo leve, essa coisa de "a gente não faz sempre o que quer" parece mais uma ilusão, porque depois, a gente pode tudo, só não simultaneamente! E mais: Gosto muito de levar em conta, em praticamente tudo, que nada é por acaso... As coisas que tanto almejamos podem não acontecer agora, mas depois, vai saber.

 A liberdade é uma prisão, doce, mas é.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

E na oscilação que é a vida...

   ...A gente descobre que não estava sendo o melhor, achando que era o melhor a ser feito. Para quem me pediu orientações sobre o bottom e tudo o mais, devo comentar, antes de mais nada, que cada caso é um caso!
      Claro que todo mundo sabe disso, e que é melhor conversar com o médico de vocês,certo? Enfim, na postagem anterior sobre essa conversa toda de largar as fraldas descartáveis, fazer uso de sondas e optar [ou pelo menos planejar] pela introdução do bottom em suas bexigas e vidas, quando escrevi tudo aquilo, realmente estava tudo tranquilo, parecia ser uma opção maravilhosa. E até foi, já que qualquer coisa do gênero parece ser bem mais interessante que fraldas.
     Nesses últimos dias, passei por muitas descobertas e me vi em meio a decisões, totalmente confusa, cheia de medos. A verdade, é que foram descobertas desvantagens em relação ao bottom. Por ele ser um "corpo estranho" em contato com meu organismo, depois de um tempo, foi observado que ele estava facilitando a formação de cálculos, e as infecções. Sem contar com o fato de que o envelhecimento dele resulta em vazamentos, e isso acabou me afastando das terapias de reabilitação.
     O que vai acontecer comigo? Terei de refazer uma cirurgia, que da primeira vez não deu certo, me levando ao uso do bottom. É aí que o medo entra. Tenho medo de ter de reverter tudo de novo e passar por mais cirurgias. [Que ironia,não?]
      Enfim, vamos às informações sobre essa cirurgia que farei: A minha cistostomia foi colocada na região pélvica, e nela está colocado o bottom. O bottom será retirado, e a cistostomia fechada. Outra cistostomia será aberta, mas, desta vez, na região do umbigo. Ou seja, não terei nenhum objeto em contato com meu organismo! Não, eu não tinha pensado em nada disso antes. Descobri tudo nos últimos dias, em consultas.
      Tanto que  escrevi aquilo tudo, acreditando que o bottom seria a melhor solução. Continuando... Os cuidados que devemos ter com a nova cistostomia, são os mesmos. Caso tenha bexiga ampliada, assim como eu, faça as limpezas com soro fisiológico, como eu disse anteriormente. Não estrapole o tempo de esvaziamento da bexiga! Dependendo de suas necessidades, matenha um horário fixo para fazer o cateterismo e siga-o rigorosamente, pois este tipo de cistostomia pode folgar e levá-lo ao centro cirúrgico.
       É isso, vejam qual é a melhor opção para vocês, conversem com seu médico. Farei a cirurgia, e depois de um tempo, colocarei meus relatos de como as coisas se comportaram.

Até mais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

E cadê a vergonha na cara desse povo?


     Essa semana foi demais. Muita gente tem uma imagem totalmente distorcida de quem tem deficiência física. Não, não estou falando na discriminação, todo mundo está careca de saber que essas coisas não me atingem. Falo mesmo é daquele raciocínio no mínimo ridículo que as pessoas têm, pensam naquela coisa da aposentadoria.
     Um dia desses eu fui perguntada: "por que você não se aposenta?". Gente, não deu outra, sabe? Pasmei! Fiquei com aquela cara de "eu ouvi isso mesmo?", mas acho que na hora, me contive e respondi a pergunta educadamente, claro. Mas que eu queria rir, queria!
      Não lembro exatamente como foi a resposta, não lembro ao certo das palavras que saíram da minha boca. Acho que disse algo parecido com "Porque não é uma opção" e sorri timidamente. O fato, é que depois de tudo, eu fiquei mesmo com vontade de ter resondido "Deus me livre! Quero mesmo é ter minha vida, dá licença, obrigada.".
       Enfim, eu tenho planos e sonhos demais, para ficar estacionada e jogar tudo fora. Embora eu não saiba ao certo para quê vou prestar vestibular, eerr... Eu tenho pelo menos vontades e muita vida pela frente para viver só de INSS que não é grande coisa, e ficar sem fazer absolutamente nada! Olha bem para mim, tenho cara de quem não quer nada com a vida?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O caminho

      Em algum lugar existe uma lagarta. Algum lugar dentro de mim, que não sei onde, não sei o que é. Não. Na verdade, essa sou eu. Que quer desesperadamente passar de uma simples lagartinha, vulnerável, indefesa, ingênua, para aquela borboleta de uma beleza indescritível, cheia de vida, leve, livre. Sabe aquela imagem que só você vê e ninguém acredita quando você conta?
      É como acontece. As coisas mudam, os sentimentos mudam, os fatos, e convicções e tudo aquilo que lhe é posto como dever, nada disso permanece da mesma forma. O problema talvez seja quando tudo muda, menos você. Tantas e tantas vezes ouvi aquela coisa de "não se apressa o rio, ele corre só", que as coisas acontecem naturalmente... Nada contra isso, até funcionou por um tempo. Mas as coisas tomam tal rumo, que tudo o que mais se quer é quebrar as regras e deixar de lado a naturalidade.
     O tempo que me desculpe, não o espero mais.     

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E o verbo hoje é... Fluir.

             Não mais questionarei. Não mais. O que eu sei é que eu preciso mesmo é sentir. Prestar atenção, não mais com os olhos da face. Serve para todos. Prestemos atenção com outro tipo de olhos. Aqueles com os quais não captamos imagens, luminosidade, formas. Hoje, amanhã, e sempre, o verbo é fluir.
             Aqui, agora, neste momento, me permito sentir com atenção, a alegria, a tristeza, a fé, o amor, a gratidão, a saudade, a esperança, a paz, o contentamento, a dor, a vida! Fluir. Deixar todas aquelas energias circularem, sem questionamento algum meu. Apenas sentir. Não mais ver tudo à volta com os olhos da face.   Mas enxergar tudo da forma mais surpreendente e inexplicável que existe. E não mais tentar compreendê-las. É deixar fluir. Enxergar o Universo do jeito mais simples e fascinante.
              A idéia é essa: Deixar toda essa energia fluir, e enxergar a beleza abstrata. É se dar o direito delicioso de enxegar tudo com os olhos do coração.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"Alô, moço, tem acesso por aí?"

       Isso acontece muito. A gente tem que ligar para determinado estabelecimento que queira ir, para perguntar se cumpriram ou não com sua obrigação de colocar acessos para cadeirantes e fizeram adaptações necessárias para o bem-estar de todos.
       O pior é passar por alguns lugares há muito tempo, e ver que eles continuam do mesmo jeito. E sempre, sempre temos que ficar na mesma ladainha. Mas esses donos desses tais lugares, parecem ter ouvidos cujos as frases entram em um e saem pelo outro. Nunca fizeram mudanças. E tem um lado bom nisso? Tem, tem um lado bom. Descobri principalmente por aqui, pelas redes sociais, que existem pessoas, organizações, enfim, que tentam concientizar o maior número de pessoas possível, sobre questões que envolvem acessibilidade. E tudo isso, não só em relação a cadeirantes... São compartilhamentos de idéias sobre adaptações para qualquer tipo de deficiência! Estou falando mais direcionadamente sobre o Vida Mais Livre. São um apoio para pessoas com deficiência, trazendo dicas, notícias, curiosidades e muito mais no mundo da acessibilidade. Particulamente amei o trabalho deles!
         Tomei conhecimento também de uma campanha voltada para o respeito à sinalização para cadeirantes , que é o Esta Vaga Não é Sua .  E o cara deixa claro, que todos se sintam à vontade para reproduzir e e espalhar os materiais da campanha! Viu algum elemento estacionando onde não deveria? Tira foto e taca na internet! E essa campanha é perfeita para isso, manda para lá!

         Enfim, estão dadas mais algumas dicas. Até outra.

sábado, 11 de junho de 2011

Porque Ele quis.

        Milhões de vezes ouvi a mesma justificativa para coisas que acontecem com as pessoas. Essa coisa de  "Deus sabe o que faz", ou "foi Ele que quis assim." não funcionam nem um pouco comigo. Cada escolha supõe uma renúncia, isso vale para qualquer um. Muito fácil é colocar toda a responsabilidade em cima de outra pessoa ou em Deus.
        Qualquer coisa que você faça, dará em alguma coisa. Claro que há coisas que não estão ao seu alcance e mesmo assim acontecem. Mas não adianta nada, pôr como justificativa, vontades de seres superiores. Já vi trocentas vezes também, gente dizer que "Deus não me ama", por algo muito ruim estar acontecendo. Não é bem assim, tudo é fruto de nossas ações. E nada é por acaso, tudo tem uma razão de ser. Certas coisas, simplesmente acontecem, existem razões que a própria razão desconhece.

Bom, é só.

domingo, 5 de junho de 2011

A mão que balança o berço.

            Não tem nada a ver com o filme. É só uma coisinha que eu estava mirabolando depois de ter lido um texto por aí. Coisa engraçada é a criação que os pais dão aos seus filhos. Todos nós erramos, de fato.
            O que acho engraçado nisso, é que no final, nenhuma forma parece ter sido correta o bastante. A questão também é que ninguém é perfeito. E tudo chega a um certo ponto, que suas ações somente dependem de você. Tem um momento em que ninguém mais tem mamãe para chorar no ombro, simplesmente porque crianças crescem e viram pessoas maduras e adultas. Não sei se estou conseguindo ser clara. A verdade é que tudo o que digo por aqui, caba soando como muitos pensamentos sobre determinada coisa, que fica difícil até para mim, deixar tudo organizado. Talvez isso não seja muito importante, até porque, contanto que vocês entendam tudo o que quero dizer, organização é o que menos importa. Eu nem estou escrevendo um livro...
             Pois bem, não estou aqui para criticar nenhuma mãe ou nenhum pai por suas formas de cuidar de suas crias. Apenas me veio um questionamento, no qual eu me pergunto: E depois? Para que servem todas essas regras? Se ficamos adultos depois, e ganhamos a liberdade de nos responsabilizarmos por nossas escolhas, então, onde fica a serventia de tudo o que nossos pais e nossas mães passaram 10 anos repetindo até você ter vontade de chutar o balde?
             Toda essa situação depois fica até estranha. No começo da vida de todo mundo, aí tudo bem, realmente o ser humano, no começo de sua vida, tem de ter uma base do que é o mundo afora. E nada melhor do que aquelas pessoas incriveis que passaram anos te aturando, aturando berros, manhas, frescuras, fraldas sujas, e logo depois, crises existenciais típicas de adolescente, para te dizer o que PODE vir pela frente, porque nem tudo é igual. Aquilo pelo qual meus pais passaram pode não ser igual para mim, quando eu estiver lá.
             Tá, se existem aquele tipo lindo de pais que, mais tarde, quando os filhos crescem, os deixam escolher seus caminhos, porque não fazer isso desde sempre? Eu não estou dizendo para ninguém deixar as crianças  se estragarem e fazer o que bem der na telha. Um exemplo bem claro que já ouvi falarem aqui mesmo na minha casa, é sobre o batismo. Religião é questão de sentir, já falei isso por aqui.
             Acho que é a mesma coisa na vida. Vida é questão de liberdade. De sentir o gosto e dizer que gosto sente sem que mais alguém intervenha. Sei lá, mas acho que acaba que a melhor forma de aprendizado é ver  tudo com os próprios olhos. Sem aquela coisa de "ou a gente aprende pelo amor, ou aprende pela dor". Dá para aprender livremente tendo mais opções , e cair faz parte do crescimento de qualquer um.
             É lógico que a forma como meus pais me criaram me foi importantíssima na contrução do que eu sou agora, isso não tem mesmo como negar. É claro, também, que nessa criação, tiveram restrições, um "não" ali outro "cuidado!" acolá, mas daí eu pergunto: Todo mundo não percebe qual o caminho melhor a seguir, no final das contas? Se todos percebem, mais cedo ou mais tarde o que é mais conveniente ou não fazer, então, por que tanta proteção? Eu sei, todos querem o melhor para seus filhos. Ninguém quer ver seus pimpolhos sofrerem. Mas essa proteção realmente é necessária? Será que não é prender demais?
             Bom, deixo claro que acredito tanto numa, como na outra. Aceito tanto que os pais devem iluminar o caminho, como aceito a liberdade da pessoa de buscar seus próprios caminhos, ver as possibilidades sem que ninguém diga nada.
              E você? O que acha sobre isso?

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Complementos.


        Além dos cuidados com a pele, coluna e articulações dos joelhos relacionados ao tempo em que a pessoa permanece sentada, e mais a conversa sobre o button, tenho mais algumas observações a fazer...
        Sobre o button, é importante lembrar, que se o paciente, como eu, fez ampliação da bexiga, deve fazer limpeza de tempos em tempos para evitar o acúmulo de uma espécie de muco que se forma com o tempo, com soro fisiológico. Encha a bexiga, e retire todo o soro logo em seguida.
        Se for possível fazer a intervenção cirúrgica para passar a usar o button, é uma boa escolha. Devo garantir que você ganha MUITO deixando de usar fraldas descartáveis. Acredite, é um alívio dos céus, deixar de usar aquela coisa abafada. Sendo que a maior probabilidade de formação de escaras nas regiões glúteas e genitais, fica no uso de fraldas. E não só você se livra do desconforto físico, digamos assim, que a fralda proporciona, como se livra de maus olhares, descriminação.
        Acho que pára por aqui, por enquanto é só. Qualquer dúvida que tenham, todas as formas de contato estão aqui neste blog. Sinta-se a vontade para perguntar, comentar, enfim, pode ser aqui na própria postagem, pode ser por email, como já fizeram... Twitter, qualquer coisa, estarei por aqui para responder a todos com muito prazer.

  Grande Abraço.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Respostas.

      Andei recebendo dúvidas sobre a Mielomeningocele, e percebi que muita gente sabe pouca coisa sobre o assunto, e de repente tem parentes que também a portam. Bom, primeiro, eu devo dizer que fico muito feliz em poder ajudar. E também, tudo servirá como forma de agradecimento, pois, eu mesma era bastante desinformada sobre isso.
      Bom, enviaram dúvidas sobre o button e fisioterapia. O button, para quem leu a postagem escrita no começo desse blog, é uma sonda de gastrostomia. Eu a uso especificamente para o sistema urinário. Ele tem se mostrado bastante eficaz para o controle da bexiga.
      Mas há observações a serem levadas em conta: Como o button é feito de um material orgânico, e sendo assim, biodegradável, ele envelhece depois de um tempo, tornando necessária, sua troca de 4 em 4 meses. No meu caso, já que o plano de saúde é aquele made in governo, eu tenho de trocá-lo de 6 em 6 meses por conta da burocracia que rola nele,sabe?
       E não pára por aí. Tem também o fato de que ele precisa ser monitorado. Caso a pessoa não tenha uma certa sensibilidade na bexiga e não sinta o aperto, ela deve ter, então, o controle do tempo de esvaziamento da bexiga. Eu sinto. Mas a questão, é que minha bexiga já está acostumada a ser esvaziada de 3 em 3 horas, então, nesse espaço de tempo, eu sinto aperto. Quem sente, deve encontrar o intervalo que se encaixe melhor de acordo com o sentimento de aperto. E quem não sente, deve impor um intervalo de acordo com a primeira retirada, por exemplo. Tem de ser de acordo com o tempo.
       Você tem de levar em conta também, que o button não é totalmente indicado para todos os casos. Eu já passei por várias intervenções cirúrgicas relacionadas à bexiga. E para mim, a solução veio a calhar muito bem. Mas ouvi palavras de meu médico, que em um caso de a lesão da mielomeningocele estar mais alta, como a pessoa não tem movimentos das pernas e o tronco mais achatado, o button não pode ser uma solução válida, infelizmente, por conta da bexiga se encotrar comprimida. Por essas razões, é mais adequado que você consulte seu médico.
       A fisioterapia varia de paciente. É provável que não sejam colocados os mesmos exercícios que foram colocados para mim. Realmente, tudo é de acordo com as necessidades do paciente, coisa que varia. Portanto, o que eu posso dizer, é para que você procure orientação de profissionais para retirar mais amplamente suas dúvidas. E posso aconselhar também, para que tome alguns cuidados básicos para o aumento da sua qualidade de vida. São eles: Diminua o tempo de estar sentado. Evitará muitos danos na pele e também coluna, joelhos, enfim. Evite escaras na pele, e provavelmente o paciente tem curvaturas na coluna.  Evite acentuá-las. E quanto aos joelhos, o cuidado é o mesmo, evite acentuar a deformidade dos joelhos, caso tenha.
     
     Para mais informações, leia a postagem anterior sobre isso. Essa de hoje é um complemento para quem quiser melhorar a qualidade de vida e retirar dúvidas. Então, veja aqui.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Não se cobra acreditar.

   Abaixo, disse em relação às crenças religiosas. Eu disse que não seguia fervorosamente o catolicismo,certo? Até porque o que vale para mim, não são dogmas, certezas de existências de seres superiores (que não caia um raio na minha cabeça por favor!). Eu acredito. Costumo dizer que sou católica de batismo,não fervorosamente porque não sigo à risca.
    A questão mesmo de tudo, é simplesmente, sentir.  Gosto de pensar que existe mesmo um Deus, e existem anjos, porque isso me conforta. Me deixa mais leve. Além domais, sinto energias circulando ao meu redor. Se eu rezo, é porque de alguma forma, isso tem algum efeito na minha vida e em tudo à minha volta. Gosto também de pensar que isso me acalma de tal forma a não cometer injustiças, me faz refletir.
    Para mim, (ou devo dizer, para todos) essas coisas vêm naturalmente. Acho incrível como existem pessoas que se cobram. Se cobram para acreditar, praticamente por obrigação, em algum ser superior. Se cobram para seguir regras impostas por muitas religiões.
     Esse tipo de coisa é bem estranha para mim. Porque as histórias dizem claramente que Deus nos deu livre arbítrio. E mais, se você é descrente de todas as coisas, e tenta cobrar de si que acredite em algo, lamento informar, mas isso não funciona. Se você não sente, não tem quem obrigue. Talvez nem mesmo você se force. Essa é a mensagem desta vez: Fé não se cobra.

terça-feira, 31 de maio de 2011

É sim, belo e incerto...

        E não mais temido e incompreendido. Tanto que se consegue descobrir paz, mesmo que tudo pareça estar no fim. Mas não é que seja fim. Acho que nada se trata de fim. Talvez, tudo seja feito de recomeços.
        Há uma paz imensurável dentro de mim, que supera qualquer coisa que cause paralisias nos seres. Sim, estou falando naquilo que é temido por muitos, mas sei que não sou a primeira nem a última a descobrir que há algo muito maior que supera a morte.
         Toda essa névoa escura, fria, tenebrosa, vai embora quando temos a certeza de que ninguém morre realmente. Essa saborosa paz que preenche meu ser, é a certeza de que as pessoas queridas, todas aquelas das quais sinto falta no meu dia-a-dia, materialmente falando, estão sempre comigo. Quero dizer: Elas não estão realmente ausentes! Posso não mais vê-las. Mas tudo o que sentia por elas, ainda sinto, firme e forte.
         Já dizia aquela frase, título de um livro: "Quem se atreve a ter certeza?", que aliás, virou uma frase meio clichezinha, embora não tenhamos provas concretas da existência [pelo menos, não material] de um ser superior, temos algo dentro de nós, que nos move acreditar em tudo! Ok, não que eu não acredite em Deus. Tenho um pé no catolicismo. Só que, mais do que nunca, sou ligada aos sentimentos. Acredito que tudo o que existe no universo é dotado de energia, maravilhas inesgotáveis. Não sigo dogmas, e regras, mas tenho algo que é bastante diferente de religião: Religiosidade, mais apropriadamente dito, fé.
        E se todo ser tem energia, se neles, correm energias, eles têm alma! O que fica, é isso. No meu coração, estão todas aquelas pessoas que deixaram o mundo terreno, material. Mas sempre há vestígios guardados em mim. Se eu acredito em anjos? Ah, mas é bem por aí mesmo que vai a minha linha de pensamento, digamos assim.
        Se todos têm missões nesse mundo, não é depois da passagem que tudo acaba... Enfim, se eu sinto saudades, então, há amor! Isso é eterno e ninguém tira.

        É assim: O fim é belo incerto, depende de como você vê ♫ ♪


sábado, 28 de maio de 2011

Eu, Contra a Noite...

Fiz um contrato com a noite

O céu sorriu estrelado

Ruas vazias de gente

Testemunhando desejos

Antecipando teus gestos

Leves, complexos, simples ♫ ♪





sábado, 14 de maio de 2011

A gente vê cada uma...


    Eu não me importo, mas de vez em quando, coisas assim, costumo emitir opniões ou simplesmente falar sobre isso, sei lá. Não bastasse o causo do amigo do meu pai, ainda vêm outras dessas. Normal, acostumei.
    Já aconteceu de estar andando (rodando, né? mas não por muito tempo!) tranquilamente, sempre acompanhada, e vem alguém nos abordar para fazer uma pergunta um tanto...? Sem noção! O bípede pergunta para a pessoa, seja lá qual for, que estiver me acompanhando: "Ela é feliz?".
     E vocês, que estão me lendo? O que acham? Mas é claro que a resposta é: "Ela é sim, não há nada que a impeça de ser". Minha cara, apenas sorrindo por educação para o indivíduo(a). E a pessoa? Depois da resposta faz aquela cara de espanto como se fosse totalmente impossível o fato. Deixa para lá, algumas pessoas não conseguem engolir que pode-se ser feliz até sem ambos os membros. Se eu consigo sorrir, a resposta, qual será? Pois é...

    P.S: Eu até me divirto com esses episódios, me fazem sentir mais viva!

Água Parada.

     Várias e várias vezes, me deparei com a seguinte situação: Lá estou eu, em um dia comum de escola, no caso, a última pela qual já passei, no meio daquele alvoroço infernal causado por gente mal-educada, professores que simplesmente ficam sem ação, só olhando aquela cena perturbadora de qualquer juízo.
      Eis que me puxam para conversar, me perguntando coisas pessoais, sem nem pedir licença. Eu? Surpresa? Nadinha, eu passo por essas coisas sem dizer nada porque não me convém encompridar discussões sem necessidade. Pelo menos, não quando estou de bom humor. Conversa, vai conversa vem, e olha as afirmações do projeto de gente:

       - Ah, sou nova demais. Tenho é que aproveitar. Deixo para namorar sério depois, quando eu tiver mais velha. Por enquanto, pego tudinho.

        E a minha cara depois dessa? Imagina aí! Pasma, pensando se essa juventude extraviada ainda tem futuro. Mas aí eu penso bem: Tem futuro sim. Até porque, eu sei muito bem que nem todo mundo teve a educação que eu tive. Mas ainda há aqueles cujos os pais deram ferramentas preciosas para esses sereszinhos criarem juízo. E com a minha indignação, vem o questionário diante de tudo: Como assim essa elementa deixa para pensar em amor apenas depois? E como assim ela tem esse direito de escolher interromper, impedir seu desemvolvimento para depois? Onde ela descobriu esse botão de ligar e desligar o coração? Sei lá, só sei que eu não quero que ela me ensine.
        
       P.S: Exuguei a história porque certas coisas não são publicáveis. Assim como nomes também não são.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cada dia é um dia...


     E não é só para alcólatras que vale aquele papo de "um dia de cada vez''. Vale para qualquer um. Não é justo ter de ouvir a pessoa comentar com outra, querendo ajudar a se motivar dizendo: "Ah, faça como o alcólatra em tratamento! Um dia de cada vez!"
     Pois eu digo: Isso é tarefa para qualquer ser humano! Faça como aquela pessoa que quer sair da inércia, e quer ser feliz. Não é só o alcólatra ou qualquer outra pessoa passando por vícios, que pode ter dificuldades de vencer barreiras, de sair do vermelho, ou da inércia, entenda com o termo que quiser, as pessoas que tem problemas, sejam lá quais forem eles, não são menores do que os que passam por vícios têm. Eles passam pelo mesmo processo para correr atrás do prejuízo e subir na vida.
    Portanto, cada dia é um dia. Vença um dia de cada vez, seja humano, como qualquer outro que tem suas falhas. Falhas foram feitas para se descobrir os consertos. Sem erros, não existem acertos. Essa é a minha mensagem desta vez. E que isso inspire a todos!

Até mais.

domingo, 8 de maio de 2011

1º Domingo de maio não é data comercial, pô!

         Entendeu, não é? Convenhamos que é infeliz a colocação do Dia das Mães como data comercial. Tá, tá bom que as pesquisas disseram que justo essa data rendeu mais compras do que na Páscoa... Mas ninguém precisa ficar cego de materialismo e tirar totalmente o significado sagrado que o dia 8 de maio tem.
          Mãe, nós só temos uma. Eu tenho uma companheira, amiga, confidente de ouro morando no mesmo teto que eu. Depois que todo mundo vê o que eu digo, faço, falo para a minha mãe quando se trata de demonstrar o que sinto por ela, vão abrir aquele sorrisinho enjoado e me chamar de babona. Mas amor é assim mesmo: É meloso, puro, singelo...Não há como fugir disso, e tentar é muita burrice da parte de quem o faz. Eu? Eu sou humana, tenho meus erros, sou bastante injusta com minha mãe muitas vezes, e isso me dói. Mas mesmo assim, me acaricia a alma, saber que tenho esse anjo, conpreensivo, atencioso, amoroso, que faz de tudo para fazer com que a família viva em plena harmonia e felicidade.
          Amo olhar para aquele rosto. Amo mais ainda, tudo o que ela é capaz de fazer para que eu faça o que tenho que fazer para ser feliz, mas amo plenamente, acima de tudo, a própria.
          Tudo o que mais quero, são finais de tardes com conversas que só ela e eu somos capazes de ter, porque cada mente se liga com a outra da sua forma. Quero olhar no fundo dos olhos dela e deixar bem claro, todos os dias, o ser necessário que ela é para mim. Alguém que consegue me fazer respirar melhor, me acalmar, me deixar tranquila quando meu coração aperta.
          E você? Já olhou no fundo dos olhos de sua mãe, disse o quanto ela representa para você? E não é só porque é hoje. É porque é desde sempre! E não é só  em palavras que se faz isso. Pense bem em como tem lidado com ela. Eu não sou a pessoa mais indicada para falar de ações, e que ações valem mais que palavras. Bem, sem dúvida, mas nunca é tarde para tentar rever as coisas e ser melhor no que tiver que ser. Espero que eu consiga a meta [meta não, caminho], espero que eu consiga traçar o caminho para ser a melhor filha possível [impossível também é bem vindo], que minha mãe merece.
   

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído" ♫ ♪ - Não, por favor. Não quero.


    Tá bom que temos acontecimentos e fatos que parecem nos proteger quando precisamos e quando há coisas que não estão em nossa governabilidade. Isso tem vários nomes: Acaso, destino, às vezes coincidência, convergência*, que seja, prefiro chamar de acaso mesmo.
     O problema, é quando parecemos ter o que queremos bem diante de nossos olhos, e criamos coragem para ir atrás, vem algo que não controlamos, e desmancha tudo. Eu tenho muito, mesmo assim, a agradecer por ser assim, pois muita coisa foi poupada de acontecer, e daí vem aquela frase: "Poderia ter acontecido pior". Bem, o que estou tentando concluir com isso, é que às vezes, é bem mais preferível as coisas acontecerem naturalmente, sem seu percurso alterar-se, a criar expectativas em alguma coisa, que você não sabe nem o que pode acontecer, é uma decisão totalmente cega.
     A verdade é que você nunca sabe se o que está acontecendo, vai tomar outro rumo, ou não. E sabe menos ainda se vai ter o que quer, ou se terá de optar por outras coisas.
     O meu pedido dessa semana, queme surgiu foi esse: 'Acaso, pare de me proteger quando não convém ser protegida'.
      Enfim, eu não sou do tipo que espera cair do céu, só sou medrosa, mas ter medo não significa parar e esperar um milagre. Minha forma de medo significa agir, mas agir me esquivando. E isso tem desvantagens? Acho que como qualquer coisa nesse mundo tem dois lados, um sempre bastante diferente do outro, todos sempre apresentam vantagens e desvantagens. E a desvantagem de escolher algo se esquivando de algo aparentemente assustador, é perder várias oportunidades.
      O óbvio disso tudo? É que cada escolha tem sua renúncia.

  *É, acho que convergências não cabem bem no que eu quis dizer. Já que convergências são nada mais, nada menos que o raciocínio de que nada é por acaso. Tudo o que existe tem uma razão de ser. Agora, mesmo assim, todas as coisas, mesmo tendo razões para serem assim, podem sofrer mutações o tempo todo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A simplicidade é sofisticada.

 
     Na maioria das vezes, penso que somos como uma árvore. Começamos como uma pequena semente. Criamos troco, galhos, e por fim, folhas. Frutos e flores, algumas árvores, dependendo de quais sejam, criam mesmo. Mas acho que no nosso caso, somos daquelas árvores mais simples: Frutos e flores, elas crescem, não sei se posso dizer que elas crescem com o seu merecimento. Penso que elas crescem através de suas ações. É como se fôssemos árvores simples, que não permanecem com uma copa simples, apenas verde por muito tempo. Evoluímos.
    
     Todos nós temos um pouco de simplicidade, dentro dessa simplicidade, está a complexidade, e vice-versa. Dentro de cada árvores, majestosa, grande, há uma pequenina e frágil semente. É como também, a eternidade. Dentro da eternidade, está o fim, dentro do fim, a eternidade. Somos um ciclo, a natureza é um ciclo, o infinito é um ciclo. E tudo faz parte do todo que se chama Universo.

  E nós? Nós funcionamos da mesma forma: Somos simples, mas complexos. Para toda força, uma fraqueza. Uma coisa não existe sem a outra. "Para se ter coragem, tem que ter medo antes", ouvi em um filme. O pequeno torna-se grande. O cinzento torna-se colorido, enfim...

sábado, 30 de abril de 2011

Os dois lados da moeda.




   As imagens que seguem abaixo fazem parte do muito que tenho a dizer. E iniciarei tudo com algumas interrogações e respostas minhas sobre comentários que ouvi sobre o filme Cisne Negro. Denso? Bastante. Um thriller psicológico? Não só isso. Eu sinceramente vi muito mais do que apenas uma jovem passando por conflitos internos e externos por conta da grande pressão sofrida por ela. Já vi filmes que realmente deram a impressão de ser apenas isso, e não foi o caso do filme em questão.
  Gostei bastante do filme. E, quando assisti, logo me veio a idéia de ligar o Tao, da filosofia chinesa, com o filme e por fim, nós, seres humanos. Porque o Tao não é apenas a representação que todos conhecem:
  Yin: Escuro, frio, noite, lua
  
  Yang: Claro, luz, sol, quente.
   Podemos relacionar também, ao mental e físico de um ser. Resumidamente estou falando do Yin-Yang, claro. Até porque há muita coisa para conhecer sobre isso. A filosofia chinesa é de uma complexidade incrível, mas que é maravilhosamente convidativa... E a relação disso tudo com o filme? Como eu disse, o Yin-Yang não fala apenas da relação de duas energias contrárias que se relacionam em um sistema. No caso do filme, muita gente deve ter comentado que temos dois lados, e ambos são importantes para que haja de fato um equilíbrio. Sem dúvida, isso está correto. Também concordo com isso. E foi exatamente aí que fiz toda essa relação.
  É como se a personagem, quando está executando a performance do cisne branco, inocente e puro, ao mesmo tempo que ela parece ter receio de entrar em contato com seu lado sombrio, ela quer desesperadamente se libertar. E para ter essa liberdade, através da dança, trabalho para o qual vivia, tentou se "soltar" que é o que nada mais, nada menos, esse trabalho exige. Na história toda do Lago dos Cisnes, vi a transformação do cisne branco, para o negro, da mesma forma como ocorre o equilíbrio do Tao: Ao atingir seus limites, o cisne branco conseguiu entrar em contato com seu lado oposto. O mesmo ocorre ao contrário. Havendo um certo desequilíbrio que a leva a morte, tanto representativa, na peça, quanto na realidade da personagem .
  Por isso que eu sempre costumei pensar que nada funciona na base do extremo. Nesse equilíbrio existem extremos? Sim, mas, justamente por ser um equilíbrio, ele não permanece em estados extremos por muito tempo. E se acontecer, as coisas saem de ordem. Ah, e lembrando também, que cada um possui um pouco do oposto. Dentro do Yin há uma energia Yang estagnada, que quando Yin chega ao seu limite,como falei, essa energia estagnada se liberta se tornando a outra metade e virce-versa.


Livro-Mundi, Mapa(mental)-Mundi, enfim...

   Esse é o livro da minha vida. É o meu mundo. Um mundo que talvez nem seja só meu. Na minha mente, viajo das mais possíveis, impossíveis, imagináveis (ou não) e miraboláveis formas. Costumo pensar que há mundos paralelos ao meu. A minha noção de mundo não é só esse mundo, planeta Terra, mas é um conjunto infinito de dimensões, formas, cores, e é incrivelmente relativo. A realidade é uma coisa engraçada, enquanto uns veêm algo, e têm certas formas de lidar com aquilo, outros têm outras formas. Isso só não acontece com objetos concretos, o que é palpável. Como já li por aí, ''depois de escrito, um texto já não lhe pertence'', então, meu mundo "bloguístico", não é tão diferente do resto. Maaaas, claro que tenho aquele lado secreto que todos têm. Não deixo de concordar que certas vezes, segredos podem sim destruir a vida de quem os guarda. De onde tirei isso? Aqui ó. Enfim, aí do lado direito, os links não param aí à  toa, eles me inspiram, e me fazem ter diversos sentimentos quando os leio, independentemente do que seja.
   
   E não pára por aí. Não são apenas imaginações, imagens mentais, pensamentos que me levam a sair do chão às nuvens. São sonhos, tudo o que faz parte de mim. Tava cansando, já, dessa oscilação no meu blog, mudou diversas vezes, e eu não estava tão empolgada assim. Bem, não frescura, mas é que aqui, no meu espaço que divido com vocês, tento fazer uma aproximação do que é o meu mundo interno aqui. Não tudo! Ou vocês acham que eu daria o meu particular de bandeija?  Pois bem, não vim falar de oscilações e mudanças. 

  O melhor refúgio é minha mente, livros, reflexões, pensamentos, música, imagens, pessoas! Nem precisa a família e os amigos ou quem quer que seja o querido, falar comigo. Às vezes só precisamos conversar nos gestos, olhares, sem explicar nada. Tem tanta coisa que surge e não precisa de complemento, assim são as relações. Vai que só precisa de um abraço? Vai que se entende tudo com um simples ruído de silêncio?
   
  Assim é o meu mundo. Por mais que eu ache abstrato, só eu posso enfrentar e ao menos tentar decifrar, seja dando cores, traços, deixando pegadas por onde passo, impressões, enfim, só eu posso me dar a liberdade de fazer isso. Tudo o que sou, não é só o que escrevo sobre mim, não só o que falo de mim para mim e para quem lê. Sou também meus sentimentos que tenho ao ler palavras de outros, sou também minhas viagens que faço com um livro aberto diante de meus olhos, sou os belíssimos sons que ouço, sejam as músicas que amo, sejam os sons da natureza anunciando o amanhecer.

  Eu, sou da mais simples forma que existe, conjunto de mim. Sou o que conheço, sou também tudo aquilo que, por mais que eu tente entender, o que não conheço. Sou a minha transcedência ao entrar em contato com todas essas maravilhas da natureza e da vida. Todas aquelas coisas que encantam meu ser. Eu sou eu, da mais simples e complexa forma possível e impossível que exista. Eu sou o mundo. Eu sou parte do mundo.
 

quinta-feira, 28 de abril de 2011



    Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. A gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu... A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião. O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração... A gente vai contra a corrente até não poder resistir!  Na volta do barco é que sente, o quanto deixou de cumprir. Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião. O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração...
   A roda da saia mulata, não quer mais rodar, não senhor! Não posso fazer serenata, a roda de samba acabou... A gente toma a iniciativa, viola na roa a cantar, mas eis que chega a roda viva, e carrega a viola pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião, o tempo rodou num instante nas voltas do meu coração... O samba, a viola, a roseira, que um dia a fogueira queimou. Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou... No peito a saudade cativa, faz força pro tempo parar, mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião, o tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração.

  

segunda-feira, 25 de abril de 2011


''Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância

Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.


Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.


Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.


E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também."

sábado, 9 de abril de 2011

Eu que não quero ser curada.


            Peguei a Gripe do Amor, não adianta doutor!
             Tô tento piripaque, por favor, não me salve.
               Quero morrer de amor ♪ ♫ ♪


Felicidade não bate na porta de ninguém... E o Destino?



    ...Nós é que temos que bater na porta dela.  Felicidade não é uma meta, mas um conjunto infinito de objetivos. No dia que o ser humano parar de sonhar, vai parar de viver, estará apenas vegetando e estará infeliz. Felicidade é uma ponte para se chegar ao outro lado, uma ponte a qual você contrói a medida que vai atravessando o rio.

       Para mim, as coisas realmente não se resumem em buscas constantes pela felicidade. A vida é uma aventura e tanto para ser tida como principal objetivo.  Acho que quero fazer da minha vida, um livro cheio de experiências, sejam elas como forem.  Não me interesso em resumir minha vida em uma simples busca da felicidade, porque tem muita coisa para ver além da felicidade.

       E o destino? Acho muito relativo. Quem sabe o indivíduo não se acomode na idéia de que tudo na vida depende do destino, e que tudo já está pronto para acontecer, na hora certa e blá blá? Devem ter pessoas assim, hoje em dia tem de tudo. Mas o futuro está em constante mutação de acordo com o presente.

        Eu chamo o universo de destino. Se você pára, fica parado, e pronto, o universo pára junto. E com essa parada, as coisas também podem sofrer consequências.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Jornadas



     Jornalista não é apenas a denominação dada ao profissional que cuida das noticias que rolam pelo mundo. Tem algo a mais: Jornalista é um eterno viajante, senhor de suas e de outras belas jornadas pelo universo!  Dou graças a Deus que cada um de nós temos uma leitura diferente do que há a nossa volta.

    Se bem que o papel desses belos indivíduos é também modificar o mundo com seu poder de expressão. Não há forma melhor de difusão de idéias que mais tarde serão de altíssima ajuda para toda a humanidade.
    Sim, eu vejo esperanças em muita coisa onde muitos não levam a menor fé, pelo simples motivo de gostar de pensar que sempre há segundas chances, segundas muitas oportunidades de dizer: "Cai, levantarei e continuarei!"
    
    Jornalista, não é aquela criatura que tem o nome assinado num monte de papel cheio de informações, cujas maioria são noticias não muito empolgantes. Ele é na verdade, mais do que nunca, um ser humano, e tal ser tem a missão de transmitir energia a seu modo. Todos somos seres de luz. Vocês, queridos jornalistas, vieram iluminar todo o resto, com toda sua carisma e capacidade de olhar em volta com um olhar especial. Sempre demonstram o que são e o que realmente pensam acerca de tudo isso que chamamos de universo, essa é a mais belíssima caracterísica de vocês!

   Presto hoje  minha homenagem pelo dia de ontem, dia do Jornalista. Parabéns lindas pessoas!

sexta-feira, 25 de março de 2011

O infinito


     A  maioria das pessoas costuma dizer que a única certeza que temos durante toda a vida é a morte. Não só. Certezas e verdades vêm e vão. Como ondas do mar que trazem e levam conchas. Assim é o ciclo da vida: Nascer, renascer.  Acredito em reencarnação. Impossível acreditar que não há uma continuação numa próxima vida.

     Acho tão estranha aquela busca incansável das pessoas pela verdade. Verdades estão em eternas contruções. Eternidade é assim: Não há fim, aparentemente, pode até parecer mesmo ter. Mas um ciclo é mesmo feito de começos e fins. Fins para dar espaços a outros começos. Natureza perfeita. Tudo isso pode ser chamado de natureza perfeita. Já devo ter dito umas milhões de vezes que mudar de visão é uma maravilha! Com certeza já disse. Citando aquele belíssimo texto de Rubem Alves.

      Sei lá, eu nunca quis escrever agora, apenas para dizer que mesmice é uma droga. Quis mais dizer o quanto vejo um mundo belo onde ninguém vê.  O quão bobos somos para conseguirmos fechar os olhos para coisas para as quais deveriamos saltar os olhos e saltar de cabeça!

       A vida é uma corrente de ar. Mesmo que a mesma não seja enterna, mesmo que o vento não sopre da mesma forma, o tempo todo, na mesma intensidade, tanto o vento quanto a vida voltam!

        Mesmo que a matéria fique, ou desentegre, há algo que vai conosco. A alma é eterna. Assim são sentimentos. Acho tão besta aquela menosprezação que a ciência faz com o amor e outros sentimentos. Aquele  papinho sem graça de: "Oh, o amor, a felicidade, a tristeza entre outros, são apenas emoções cuja causas são reações,meras reações do corpo diante de simples hormônios alojados no cérebro!".  Que eu saiba, o que dá para explicar cientificamente, citando hormônios e sei lá mais que substâncias que agem no corpo, é o sexo.

         Babacas, mal sabem eles, que não dá para levar essas coisas para o lado científico justamente porque não há explicação, não há tradução, e tampouco precisa.


         Há coisas, que não são possíveis de entender racionalmente. Coisas que os 5 sentidos não captam. Emoções, sentimentos, tudo aquilo que vai muito além de estudos de pesquisas, só são vistos com outros olhos. Os olhos do coração, os olhos da alma.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Eu, caçador de mim



     E por tanto tempo, eu venho me procurando. Tentando achar respostas de mim para mim.  O engraçado de tudo é tentar me esconder, talvez fugir de mim. Mas tal separação é impossível.  Vizualizar o universo sem voltar os olhos para si não foi realmente a melhor das escolhas.

     No fundo, é um alívio descobrir que a chave para isso tudo se resolver é tentar me apropriar de mim. Talvez assim eu preste mais atenção às oportunidades que eu deixo passar sem mais nem menos. Porque realmente é como diz ditado* : Oportunidade é como uma mulher  de rosto magnífico, de pele banhada com óleos, careca e com apenas um tufo de cabelo na testa. Se você não agarrá-la pela testa, é certo que a deixará fugir.

     É como diz a musica: nada a fazer se não esquecer o medo ♪.  Acho que nós, seres humanos não tão inocentes, deixamos de viver, por medo de se arriscar. Sei lá, no  fundo eu sei que todas essas coisas, são espaços que eu mesma fechei. São lagos onde não pulei. E agora, procuro por tudo isso de novo.

     Nunca mais, nunca mais, vou deixar Eu fugir de Mim. Seguirei nessa eterna procura.

     E realmente não dá para dizer que sou, e pronto. Sou, fui, serei! Isso sim é o tempo todo.

* Ok, não sei se é mito grego, lenda, ou ditado, só sei que conheço isso através da minha mãe (muita novidade, não?). Enfim, se alguém puder esclarecer, ficarei grata. Revirei nos Googles da vida e não encontrei nenhuma informação.
  

sexta-feira, 11 de março de 2011

E você? Já se perguntou por que?



     Já se perguntou porque existe a palavra 'oportunidade'? Por que existem chances? E por que a moeda tem duas faces? E depois da noite há o dia?

    É que sempre há outra coisa, outras oportunidades, outros dias. Sempre há borboletas nos campos, e tudo renasce! E tudo muda, tudo tende a melhorar! Porque nem tudo é preto e branco, existem nuances. E não, claro que essa frase não é minha, mas coube direitinho no momento, certo?
   
    Nada é extremo, nada é definido, nem definitivo, não existe única verdade, não existe verdade absoluta. Prefiro ser aquela metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opnião formada sobre tudo ♪



     E sigo por aí cantando flores, cores, amores. Porque sim, eu acredito no eterno, na mudança eterna do infinito.
 
     Mas então, você também já se perguntou por que o movimento existe? Por que os sons soam? E porque a ordem vital é nascer, crescer, reproduzir e morrer?
 
     Porque nada pára. As cores dançam, a incrível variedade de sons soam, simplesmente porque há vida, há vibração em tudo no mundo! Tudo ressurge! A cena repete, a cena se inverte enchendo minh'alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar ♪


     Particulamente, por um momento, deixamos de acreditar nas coisas, por um momento deixamos de lutar, não por não termos mais condição de seguir lutando, mas por não aguentarmos sofrer - É, estou cheia de clicherismo hoje... Por que não? São verdades que se repetem e mais: As coisas se repetem o tempo inteiro. Não conheço ninguém que consiga de fato viver sem clichês ou sem repetir o já dito.

     Eu gosto mesmo é quando posso repetir a cena, tocar as mesmas notas de vez em quando, e repetir o prato. Mas para não cansar, gosto de alternâncias. Ora, um quadro não é pintado com apenas uma, duas ou talvez quatro cores, mas sim, cada elemento tem sombras, e detalhes e infinitas tonalidades. Talvez até mais do que a mente possa captar! A beleza de uma paisagem pintada em um quadro, está na variedade de tons, na vida das cores, e muitas cores!

     Já se perguntou por que as pessoas parecem se afogar tanto em pensamentos que focam apenas nas escassez, no sofrimento, e coisas não tão agradáveis que andaram acontecendo no mundo? Talvez hajam muitas respostas para uma mesma pergunta, ainda mais sendo uma como esta. Acho que elas olham muito para a falta. Mas talvez haja mesmo uma certa falta, falta de amor.  E por que não olhar direitinho para o que já temos? Onde está a gratidão das pessoas por tudo o que há de extraordinário no mundo?

    Há um universo incrível de infinitas possibillidades, um mundo tão lindo, que às vezes nem eu entendo porque eu mesma tenho algo a reclamar ainda. Ok, ok, eu sei. Sei que nada na vida é feito apenas de lindisses* , nem tudo é blue, azulzinho o tempo todo. A gente tem os desafios diários para nos lembrar que talvez hoje paremos de sorrir, e derramemos algumas lágrimas. Não é à toa que de vez em quando o céu fique cinza, e chova, mas sempre há a certeza de dias ensolarados depois, e aquele orvalho brilhando sob as folhas.

    Nada na vida é da mesma forma o tempo todo. Eu prefiro ser aquele milho douradinho que em contato com a panela quente, venha a estourar e virar aquela pipoquinha macia. Mudar é o que há de mais fascinante no mundo!

    E como tem escrito naquele livrinho cheio de entusiasmo chamado O Mundo de Sofia:

    "...Para muitas pessoas, o mundo é tão incopreensível  quanto o coelhinho que um mágico tira de uma cartolar que, há poucos instantes estava vazia.  No caso do coelhinho, sabemos perfeitamente que o mágico nos iludiu. Quando falamos sobre o mundo, as coisas são um pouco diferentes. Sabemos que o mundo não é uma mentira ou uma ilusão, pois estamos vivendo nele, somos parte dele. No fundo, somos o coelhinho branco que é tirado da cartola. A única diferença entre nós e o coelhinho branco é que o coelhinho não sabe que está participando de um truque de mágica. Conosco é diferente. Sabemos que estamos fazendo parte de algo misterioso e gostaríamos de poder explicar como tudo funciona .

P.S: Quanto ao coelhinho branco talvez seja melhor compará-lo com todo o universo. Nós, que vivemos aqui, somos os bichinhos microscópicos que vivem na base dos pêlos do coelho. Mas os filósofos tentam subir da base para a ponta dos finos pêlos, a fim de poder olhar bem dentro dos olhos do  grande mágico..."

  
    Uma das minhas paixões é a filosofia. É graças a ela, que eu tento ver o mundo das melhores formas possíveis, e tento fazer minha parte, pois sou um peça deste enorme quebra-cabeças chamado Universo. E quero cada vez mais olhar mais adentro do mundo, analisar cada parte dele. E claro, dizer o que ele me transmite, o que eu sinto quando me ponho em contato com isso tudo!

    Graças a ela, eu tenho a sede de perguntar, mas nunca vou me contentar com as repostas. Porque não dá, né? Já pensou? E quando perguntada, olharei para o  horizonte, e direi: "Que delícia! Mais um desafio!"

     Porque o questionamento, faz o ser humano. Só que as perguntas fazem mais que as respostas, claro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

E decidi que a vida logo me daria tudo, se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro ♫


     E realmente, não são os problemas que enfrentamos todos os dias que nos impede de ter o que desejamos, ou de ver os resultados que queríamos ver.   É bem mais simples que isso.  O mais irritante é essa parte: É simples.  Por que? Porque são nossas ações, nossos pensamentos, qualquer movimento que parta de nós mesmos nos paralisa. Na maioria das vezes, não há nada nem ninguém no nosso caminho nos impedindo de algo, além de nós mesmos.


    É muito engraçado, isso. Ás vezes só precisamos de nós mesmos para nos atrapalhar, e outras de nós mesmos para nos salvar. Bom, nem sei se concordo mesmo com a segunda parte da afirmação. É que, nem sei se conseguimos por inteiro nos salvar sozinhos, afinal, é impossível ser feliz sozinho .  Claro, óbvio que há situações em que devemos agir sozinhos, ninguém tem dúvidas sobre isso, mas não é à toa que temos outros individuos de mesma espécie. É justamente por ter outras pessoas a nossa volta, que permanecemos vivos. Não, não estou dizendo que sempre dependemos de alguém, estou dizendo que precisamos de apoio.


   A verdade é que os outros existem para nos salvar de nós mesmos nos amando.  Porque às vezes, a maior prisão na qual nos predemos, somos nós mesmos, e sempre tem alguém que chega com as chaves para nos libertar. 


  O medo é um emaranhado de correntes e cadeados fechados que prendem você, privando-o da sua própria vida, das próprias escolhas, por medo de errar, medo de se arrepender, medo de sofrer (nota: esse ''você'' é mais ''eu'' falando ''comigo mesma''), medo de tudo, de todos, e de si. Fugimos desses medos quando nos arriscamos. O problema é que nos arriscamos apenas com pequenas coisas, nos desviando daquilo no que realmente queríamos nos arriscar. Por...é, pois é, medo, é sempre isso, incrível, não?


  Podemos nos coçar de vontade de mergulhar fundo seja lá no que for, mas se vier o fantasma do medo  para nos apagar no escuro, por favor, tenha em mãos uma lanterna, quer, goste ou não, a única chave para vencer o medo, é vencer os próprios labirintos mentais e por a mão na massa.
 
  Você domina sua mente? Ou sua mente domina você? É assim, a partir de quando nos tornamos mais conscientes dos nossos medos e das nossas angústias, do que há a nossa volta, fica mais fácil tomar decisões.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sem rádio e sem notícia das terras civilizadas (?)

       Saturei de ver aquelas imagens na TV de pessoas morrendo, tragédia, e mais tragédia. Ou se não for isso, aquelas notícias que pouco acrescentam na vida de uma pessoa, tipo a aposentadoria de um jogador.    Não, não assisto TV, mas não moro só, e de vez em quando tem pessoas que me torturam ligando.

       Saturei mais ainda de ver aquelas novelinhas toscas que mais servem apenas para dar maus exemplos para nossa sociedade (quero dizer, parabéns, hein, midia?). Não, dá vontade de rir, mas é rir de vergonha.

       Eu não sinto falta de nada disso. Muitas pessoas podem até me tachar de desinformada por não ver os telejornais, ou não saber da "última", e não sei mais o quê que todo mundo viu, e que tá falando, e eu não vi. nem faço questão. Me sinto muito melhor assim. Preserva minha mente, livre de negatividades, ou outras coisas que trituram a sanidade do homem.

      Prefiro 1 milhão de vezes ver notícias na internet a ter de aguentar toda uma sessão de horror em um telejornal só para ver a noticia que quero. Prefiro muito mais selecionar o que vejo por ai. Então, sou mais ser desinformada que ter a energia sugada por horrores e mais horrores que insistem em transmitir para o mundo inteiro. Muito melhor é saber do que me interessa, e não ter de ver, ouvir ou ler sobre essas coisas só para me tornar mais uma pobre mortal a dizer: "Pois é, eu vi aquilo. Que coisa, não?"

   Prefiro estar na minha e dizer: "Não, não vi, mas prefiro não olhar para isso. Não me faz bem"

  Aliás, não faz bem para ninguém, certo? Só que ninguém volta a atenção para essa coisa que acontece. Essas coisas adoecem o homem até mesmo sem que ele perceba.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mais uma dose, por favor...


   Quero mais uma dose de carinho, de ternura, de dias mais azuis, de sorrisos por onde passar. 
   Quero mais belas palavras, ditas bem baixinho.
Quero mais amor.
Quero mais olhares suaves.
   Quero ver mais vezes aquela doçura que vem de dentro das pessoas sem elas perceberem.
   Quero olhar mais vezes para cima e sentir todas aquelas queridas pessoas perto de mim.
   Quero mais oportunidades de dizer silêncios. Porque diálogos não são feitos apenas de palavras e vozes. Há também aquele diálogo que vem de dentro do coração.
Quero ver o pôr-do-sol com toda aquela explosão de cores cheias de graça e alegria.
 Quero perder a conta de estrelas no céu de tanto admirá-lo.
Quero sentir a ventania despentear os cabelos e fazer aquele barulhinho engraçado em meus ouvidos. Quero sentir os sabores e esquecê-los só para ter de lembrar como são todos os dias.
 Quero ouvir todos os sons, tendo consciência de cada um deles. Sentir cada vibração, cada energia.
  Porque o universo é amor!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Espaços

"As coisas vêm até você quando dá espaço a elas. Dê espaço às coisas boas do mundo invés de se concentrar na dor e na tristeza."

     Foi o que me veio neste momento com tantos e tantos pensamentos acumulados na mente. Um pouco sem inspiração para escrever aqui. Mas hoje me veio essa reflexão que me fez pensar: "olha só quem fala..." porque como qualquer ser humano com fraquezas, eu também cometo meus deslizes e acabo dando espaço para o que não devia, a dar para coisas que interessam bem mais. Com esse espaço indevidamente ocupado, costumamos cometer equívocos.

     Ter medo é um deles. E o medo, é um dos fatores que acarretam a outros, criando assim uma bola de neve se você não tomar consciêcia disso e tomar medidas que solucionem tudo. É tudo uma questão de permitir e se permitir.

     Concentremos mais e nossos objetivos, em nossos objetos de amor, bem como: A família, os amigos, o trabalho, os estudos, as pessoas para quem você sorri por onde passa, para quem você abre a porta, você mesmo...
 
     Porque não há como fugir disso. Tudo está interligado. O amor-próprio é por onde tudo começa, porque sem se dar importância, não existe outra forma a não ser essa de dar importância aos outros. Então, antes de tudo, demos espaços a nós mesmos.