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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Hã? Ah, faz favor, né?

     Sabe aquela cena de uma pessoa com deficiência numa fila, e sempre tem aquela criaturinha tentando fazer uma boa ação levando-a para o  começo dela para ser atendido primeiro?
     Tudo bem que foi querendo ajudar, mas o que eu acho, é que isso põe muita diferença entre as pessoas "normais" e as que usam cadeira de rodas, ou tem outro tipo de deficiência (eu nem deveria estar chamando de deficiência. Para mim, ter nascido com Mielomeningocele não atrapalhou em nada).
     E tudo bem que também tem aquelas pessoas que realmente precisam ir  para o começo da fila. Mas ai é que começa a história: As pessoas não podem generalizar. Não é todo mundo que precisa ir para o começo da fila. Uma dessas pessoas sou eu. Não vejo problema nenhum em esperar um pouco, até porque eu estou apenas respeitando as outras pessoas.
    Tem gente até que já olhou feio para mim porque eu penso dessa forma. Me perguntaram até se isso não seria preconceito comigo mesma. Pois eu digo: É claro que não! Soa bem mais precoceituoso impor diferenças entre um cadeirante e uma pessoa que pode andar sem ajuda de andadores, moletas e tudo mais.
    Demonstrar ausência de preconceito seria quando essas pessoas tratassem todos da mesma forma, sem diferença alguma.

P.S: Olhando de perto,  ninguém é normal. E mesmo assim, normalidade demais é um tédio.

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