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sexta-feira, 25 de março de 2011

O infinito


     A  maioria das pessoas costuma dizer que a única certeza que temos durante toda a vida é a morte. Não só. Certezas e verdades vêm e vão. Como ondas do mar que trazem e levam conchas. Assim é o ciclo da vida: Nascer, renascer.  Acredito em reencarnação. Impossível acreditar que não há uma continuação numa próxima vida.

     Acho tão estranha aquela busca incansável das pessoas pela verdade. Verdades estão em eternas contruções. Eternidade é assim: Não há fim, aparentemente, pode até parecer mesmo ter. Mas um ciclo é mesmo feito de começos e fins. Fins para dar espaços a outros começos. Natureza perfeita. Tudo isso pode ser chamado de natureza perfeita. Já devo ter dito umas milhões de vezes que mudar de visão é uma maravilha! Com certeza já disse. Citando aquele belíssimo texto de Rubem Alves.

      Sei lá, eu nunca quis escrever agora, apenas para dizer que mesmice é uma droga. Quis mais dizer o quanto vejo um mundo belo onde ninguém vê.  O quão bobos somos para conseguirmos fechar os olhos para coisas para as quais deveriamos saltar os olhos e saltar de cabeça!

       A vida é uma corrente de ar. Mesmo que a mesma não seja enterna, mesmo que o vento não sopre da mesma forma, o tempo todo, na mesma intensidade, tanto o vento quanto a vida voltam!

        Mesmo que a matéria fique, ou desentegre, há algo que vai conosco. A alma é eterna. Assim são sentimentos. Acho tão besta aquela menosprezação que a ciência faz com o amor e outros sentimentos. Aquele  papinho sem graça de: "Oh, o amor, a felicidade, a tristeza entre outros, são apenas emoções cuja causas são reações,meras reações do corpo diante de simples hormônios alojados no cérebro!".  Que eu saiba, o que dá para explicar cientificamente, citando hormônios e sei lá mais que substâncias que agem no corpo, é o sexo.

         Babacas, mal sabem eles, que não dá para levar essas coisas para o lado científico justamente porque não há explicação, não há tradução, e tampouco precisa.


         Há coisas, que não são possíveis de entender racionalmente. Coisas que os 5 sentidos não captam. Emoções, sentimentos, tudo aquilo que vai muito além de estudos de pesquisas, só são vistos com outros olhos. Os olhos do coração, os olhos da alma.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Eu, caçador de mim



     E por tanto tempo, eu venho me procurando. Tentando achar respostas de mim para mim.  O engraçado de tudo é tentar me esconder, talvez fugir de mim. Mas tal separação é impossível.  Vizualizar o universo sem voltar os olhos para si não foi realmente a melhor das escolhas.

     No fundo, é um alívio descobrir que a chave para isso tudo se resolver é tentar me apropriar de mim. Talvez assim eu preste mais atenção às oportunidades que eu deixo passar sem mais nem menos. Porque realmente é como diz ditado* : Oportunidade é como uma mulher  de rosto magnífico, de pele banhada com óleos, careca e com apenas um tufo de cabelo na testa. Se você não agarrá-la pela testa, é certo que a deixará fugir.

     É como diz a musica: nada a fazer se não esquecer o medo ♪.  Acho que nós, seres humanos não tão inocentes, deixamos de viver, por medo de se arriscar. Sei lá, no  fundo eu sei que todas essas coisas, são espaços que eu mesma fechei. São lagos onde não pulei. E agora, procuro por tudo isso de novo.

     Nunca mais, nunca mais, vou deixar Eu fugir de Mim. Seguirei nessa eterna procura.

     E realmente não dá para dizer que sou, e pronto. Sou, fui, serei! Isso sim é o tempo todo.

* Ok, não sei se é mito grego, lenda, ou ditado, só sei que conheço isso através da minha mãe (muita novidade, não?). Enfim, se alguém puder esclarecer, ficarei grata. Revirei nos Googles da vida e não encontrei nenhuma informação.
  

sexta-feira, 11 de março de 2011

E você? Já se perguntou por que?



     Já se perguntou porque existe a palavra 'oportunidade'? Por que existem chances? E por que a moeda tem duas faces? E depois da noite há o dia?

    É que sempre há outra coisa, outras oportunidades, outros dias. Sempre há borboletas nos campos, e tudo renasce! E tudo muda, tudo tende a melhorar! Porque nem tudo é preto e branco, existem nuances. E não, claro que essa frase não é minha, mas coube direitinho no momento, certo?
   
    Nada é extremo, nada é definido, nem definitivo, não existe única verdade, não existe verdade absoluta. Prefiro ser aquela metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opnião formada sobre tudo ♪



     E sigo por aí cantando flores, cores, amores. Porque sim, eu acredito no eterno, na mudança eterna do infinito.
 
     Mas então, você também já se perguntou por que o movimento existe? Por que os sons soam? E porque a ordem vital é nascer, crescer, reproduzir e morrer?
 
     Porque nada pára. As cores dançam, a incrível variedade de sons soam, simplesmente porque há vida, há vibração em tudo no mundo! Tudo ressurge! A cena repete, a cena se inverte enchendo minh'alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar ♪


     Particulamente, por um momento, deixamos de acreditar nas coisas, por um momento deixamos de lutar, não por não termos mais condição de seguir lutando, mas por não aguentarmos sofrer - É, estou cheia de clicherismo hoje... Por que não? São verdades que se repetem e mais: As coisas se repetem o tempo inteiro. Não conheço ninguém que consiga de fato viver sem clichês ou sem repetir o já dito.

     Eu gosto mesmo é quando posso repetir a cena, tocar as mesmas notas de vez em quando, e repetir o prato. Mas para não cansar, gosto de alternâncias. Ora, um quadro não é pintado com apenas uma, duas ou talvez quatro cores, mas sim, cada elemento tem sombras, e detalhes e infinitas tonalidades. Talvez até mais do que a mente possa captar! A beleza de uma paisagem pintada em um quadro, está na variedade de tons, na vida das cores, e muitas cores!

     Já se perguntou por que as pessoas parecem se afogar tanto em pensamentos que focam apenas nas escassez, no sofrimento, e coisas não tão agradáveis que andaram acontecendo no mundo? Talvez hajam muitas respostas para uma mesma pergunta, ainda mais sendo uma como esta. Acho que elas olham muito para a falta. Mas talvez haja mesmo uma certa falta, falta de amor.  E por que não olhar direitinho para o que já temos? Onde está a gratidão das pessoas por tudo o que há de extraordinário no mundo?

    Há um universo incrível de infinitas possibillidades, um mundo tão lindo, que às vezes nem eu entendo porque eu mesma tenho algo a reclamar ainda. Ok, ok, eu sei. Sei que nada na vida é feito apenas de lindisses* , nem tudo é blue, azulzinho o tempo todo. A gente tem os desafios diários para nos lembrar que talvez hoje paremos de sorrir, e derramemos algumas lágrimas. Não é à toa que de vez em quando o céu fique cinza, e chova, mas sempre há a certeza de dias ensolarados depois, e aquele orvalho brilhando sob as folhas.

    Nada na vida é da mesma forma o tempo todo. Eu prefiro ser aquele milho douradinho que em contato com a panela quente, venha a estourar e virar aquela pipoquinha macia. Mudar é o que há de mais fascinante no mundo!

    E como tem escrito naquele livrinho cheio de entusiasmo chamado O Mundo de Sofia:

    "...Para muitas pessoas, o mundo é tão incopreensível  quanto o coelhinho que um mágico tira de uma cartolar que, há poucos instantes estava vazia.  No caso do coelhinho, sabemos perfeitamente que o mágico nos iludiu. Quando falamos sobre o mundo, as coisas são um pouco diferentes. Sabemos que o mundo não é uma mentira ou uma ilusão, pois estamos vivendo nele, somos parte dele. No fundo, somos o coelhinho branco que é tirado da cartola. A única diferença entre nós e o coelhinho branco é que o coelhinho não sabe que está participando de um truque de mágica. Conosco é diferente. Sabemos que estamos fazendo parte de algo misterioso e gostaríamos de poder explicar como tudo funciona .

P.S: Quanto ao coelhinho branco talvez seja melhor compará-lo com todo o universo. Nós, que vivemos aqui, somos os bichinhos microscópicos que vivem na base dos pêlos do coelho. Mas os filósofos tentam subir da base para a ponta dos finos pêlos, a fim de poder olhar bem dentro dos olhos do  grande mágico..."

  
    Uma das minhas paixões é a filosofia. É graças a ela, que eu tento ver o mundo das melhores formas possíveis, e tento fazer minha parte, pois sou um peça deste enorme quebra-cabeças chamado Universo. E quero cada vez mais olhar mais adentro do mundo, analisar cada parte dele. E claro, dizer o que ele me transmite, o que eu sinto quando me ponho em contato com isso tudo!

    Graças a ela, eu tenho a sede de perguntar, mas nunca vou me contentar com as repostas. Porque não dá, né? Já pensou? E quando perguntada, olharei para o  horizonte, e direi: "Que delícia! Mais um desafio!"

     Porque o questionamento, faz o ser humano. Só que as perguntas fazem mais que as respostas, claro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

E decidi que a vida logo me daria tudo, se eu não deixasse que o medo me apagasse no escuro ♫


     E realmente, não são os problemas que enfrentamos todos os dias que nos impede de ter o que desejamos, ou de ver os resultados que queríamos ver.   É bem mais simples que isso.  O mais irritante é essa parte: É simples.  Por que? Porque são nossas ações, nossos pensamentos, qualquer movimento que parta de nós mesmos nos paralisa. Na maioria das vezes, não há nada nem ninguém no nosso caminho nos impedindo de algo, além de nós mesmos.


    É muito engraçado, isso. Ás vezes só precisamos de nós mesmos para nos atrapalhar, e outras de nós mesmos para nos salvar. Bom, nem sei se concordo mesmo com a segunda parte da afirmação. É que, nem sei se conseguimos por inteiro nos salvar sozinhos, afinal, é impossível ser feliz sozinho .  Claro, óbvio que há situações em que devemos agir sozinhos, ninguém tem dúvidas sobre isso, mas não é à toa que temos outros individuos de mesma espécie. É justamente por ter outras pessoas a nossa volta, que permanecemos vivos. Não, não estou dizendo que sempre dependemos de alguém, estou dizendo que precisamos de apoio.


   A verdade é que os outros existem para nos salvar de nós mesmos nos amando.  Porque às vezes, a maior prisão na qual nos predemos, somos nós mesmos, e sempre tem alguém que chega com as chaves para nos libertar. 


  O medo é um emaranhado de correntes e cadeados fechados que prendem você, privando-o da sua própria vida, das próprias escolhas, por medo de errar, medo de se arrepender, medo de sofrer (nota: esse ''você'' é mais ''eu'' falando ''comigo mesma''), medo de tudo, de todos, e de si. Fugimos desses medos quando nos arriscamos. O problema é que nos arriscamos apenas com pequenas coisas, nos desviando daquilo no que realmente queríamos nos arriscar. Por...é, pois é, medo, é sempre isso, incrível, não?


  Podemos nos coçar de vontade de mergulhar fundo seja lá no que for, mas se vier o fantasma do medo  para nos apagar no escuro, por favor, tenha em mãos uma lanterna, quer, goste ou não, a única chave para vencer o medo, é vencer os próprios labirintos mentais e por a mão na massa.
 
  Você domina sua mente? Ou sua mente domina você? É assim, a partir de quando nos tornamos mais conscientes dos nossos medos e das nossas angústias, do que há a nossa volta, fica mais fácil tomar decisões.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Sem rádio e sem notícia das terras civilizadas (?)

       Saturei de ver aquelas imagens na TV de pessoas morrendo, tragédia, e mais tragédia. Ou se não for isso, aquelas notícias que pouco acrescentam na vida de uma pessoa, tipo a aposentadoria de um jogador.    Não, não assisto TV, mas não moro só, e de vez em quando tem pessoas que me torturam ligando.

       Saturei mais ainda de ver aquelas novelinhas toscas que mais servem apenas para dar maus exemplos para nossa sociedade (quero dizer, parabéns, hein, midia?). Não, dá vontade de rir, mas é rir de vergonha.

       Eu não sinto falta de nada disso. Muitas pessoas podem até me tachar de desinformada por não ver os telejornais, ou não saber da "última", e não sei mais o quê que todo mundo viu, e que tá falando, e eu não vi. nem faço questão. Me sinto muito melhor assim. Preserva minha mente, livre de negatividades, ou outras coisas que trituram a sanidade do homem.

      Prefiro 1 milhão de vezes ver notícias na internet a ter de aguentar toda uma sessão de horror em um telejornal só para ver a noticia que quero. Prefiro muito mais selecionar o que vejo por ai. Então, sou mais ser desinformada que ter a energia sugada por horrores e mais horrores que insistem em transmitir para o mundo inteiro. Muito melhor é saber do que me interessa, e não ter de ver, ouvir ou ler sobre essas coisas só para me tornar mais uma pobre mortal a dizer: "Pois é, eu vi aquilo. Que coisa, não?"

   Prefiro estar na minha e dizer: "Não, não vi, mas prefiro não olhar para isso. Não me faz bem"

  Aliás, não faz bem para ninguém, certo? Só que ninguém volta a atenção para essa coisa que acontece. Essas coisas adoecem o homem até mesmo sem que ele perceba.