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sábado, 30 de abril de 2011

Os dois lados da moeda.




   As imagens que seguem abaixo fazem parte do muito que tenho a dizer. E iniciarei tudo com algumas interrogações e respostas minhas sobre comentários que ouvi sobre o filme Cisne Negro. Denso? Bastante. Um thriller psicológico? Não só isso. Eu sinceramente vi muito mais do que apenas uma jovem passando por conflitos internos e externos por conta da grande pressão sofrida por ela. Já vi filmes que realmente deram a impressão de ser apenas isso, e não foi o caso do filme em questão.
  Gostei bastante do filme. E, quando assisti, logo me veio a idéia de ligar o Tao, da filosofia chinesa, com o filme e por fim, nós, seres humanos. Porque o Tao não é apenas a representação que todos conhecem:
  Yin: Escuro, frio, noite, lua
  
  Yang: Claro, luz, sol, quente.
   Podemos relacionar também, ao mental e físico de um ser. Resumidamente estou falando do Yin-Yang, claro. Até porque há muita coisa para conhecer sobre isso. A filosofia chinesa é de uma complexidade incrível, mas que é maravilhosamente convidativa... E a relação disso tudo com o filme? Como eu disse, o Yin-Yang não fala apenas da relação de duas energias contrárias que se relacionam em um sistema. No caso do filme, muita gente deve ter comentado que temos dois lados, e ambos são importantes para que haja de fato um equilíbrio. Sem dúvida, isso está correto. Também concordo com isso. E foi exatamente aí que fiz toda essa relação.
  É como se a personagem, quando está executando a performance do cisne branco, inocente e puro, ao mesmo tempo que ela parece ter receio de entrar em contato com seu lado sombrio, ela quer desesperadamente se libertar. E para ter essa liberdade, através da dança, trabalho para o qual vivia, tentou se "soltar" que é o que nada mais, nada menos, esse trabalho exige. Na história toda do Lago dos Cisnes, vi a transformação do cisne branco, para o negro, da mesma forma como ocorre o equilíbrio do Tao: Ao atingir seus limites, o cisne branco conseguiu entrar em contato com seu lado oposto. O mesmo ocorre ao contrário. Havendo um certo desequilíbrio que a leva a morte, tanto representativa, na peça, quanto na realidade da personagem .
  Por isso que eu sempre costumei pensar que nada funciona na base do extremo. Nesse equilíbrio existem extremos? Sim, mas, justamente por ser um equilíbrio, ele não permanece em estados extremos por muito tempo. E se acontecer, as coisas saem de ordem. Ah, e lembrando também, que cada um possui um pouco do oposto. Dentro do Yin há uma energia Yang estagnada, que quando Yin chega ao seu limite,como falei, essa energia estagnada se liberta se tornando a outra metade e virce-versa.


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