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quinta-feira, 28 de abril de 2011



    Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu. A gente estancou de repente ou foi o mundo então que cresceu... A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião. O tempo rodou num instante nas voltas do meu coração... A gente vai contra a corrente até não poder resistir!  Na volta do barco é que sente, o quanto deixou de cumprir. Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião. O tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração...
   A roda da saia mulata, não quer mais rodar, não senhor! Não posso fazer serenata, a roda de samba acabou... A gente toma a iniciativa, viola na roa a cantar, mas eis que chega a roda viva, e carrega a viola pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião, o tempo rodou num instante nas voltas do meu coração... O samba, a viola, a roseira, que um dia a fogueira queimou. Foi tudo ilusão passageira que a brisa primeira levou... No peito a saudade cativa, faz força pro tempo parar, mas eis que chega a roda viva e carrega a saudade pra lá... Roda mundo, roda gigante, roda moinho, roda pião, o tempo rodou num instante, nas voltas do meu coração.

  

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