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terça-feira, 31 de maio de 2011

É sim, belo e incerto...

        E não mais temido e incompreendido. Tanto que se consegue descobrir paz, mesmo que tudo pareça estar no fim. Mas não é que seja fim. Acho que nada se trata de fim. Talvez, tudo seja feito de recomeços.
        Há uma paz imensurável dentro de mim, que supera qualquer coisa que cause paralisias nos seres. Sim, estou falando naquilo que é temido por muitos, mas sei que não sou a primeira nem a última a descobrir que há algo muito maior que supera a morte.
         Toda essa névoa escura, fria, tenebrosa, vai embora quando temos a certeza de que ninguém morre realmente. Essa saborosa paz que preenche meu ser, é a certeza de que as pessoas queridas, todas aquelas das quais sinto falta no meu dia-a-dia, materialmente falando, estão sempre comigo. Quero dizer: Elas não estão realmente ausentes! Posso não mais vê-las. Mas tudo o que sentia por elas, ainda sinto, firme e forte.
         Já dizia aquela frase, título de um livro: "Quem se atreve a ter certeza?", que aliás, virou uma frase meio clichezinha, embora não tenhamos provas concretas da existência [pelo menos, não material] de um ser superior, temos algo dentro de nós, que nos move acreditar em tudo! Ok, não que eu não acredite em Deus. Tenho um pé no catolicismo. Só que, mais do que nunca, sou ligada aos sentimentos. Acredito que tudo o que existe no universo é dotado de energia, maravilhas inesgotáveis. Não sigo dogmas, e regras, mas tenho algo que é bastante diferente de religião: Religiosidade, mais apropriadamente dito, fé.
        E se todo ser tem energia, se neles, correm energias, eles têm alma! O que fica, é isso. No meu coração, estão todas aquelas pessoas que deixaram o mundo terreno, material. Mas sempre há vestígios guardados em mim. Se eu acredito em anjos? Ah, mas é bem por aí mesmo que vai a minha linha de pensamento, digamos assim.
        Se todos têm missões nesse mundo, não é depois da passagem que tudo acaba... Enfim, se eu sinto saudades, então, há amor! Isso é eterno e ninguém tira.

        É assim: O fim é belo incerto, depende de como você vê ♫ ♪


sábado, 28 de maio de 2011

Eu, Contra a Noite...

Fiz um contrato com a noite

O céu sorriu estrelado

Ruas vazias de gente

Testemunhando desejos

Antecipando teus gestos

Leves, complexos, simples ♫ ♪





sábado, 14 de maio de 2011

A gente vê cada uma...


    Eu não me importo, mas de vez em quando, coisas assim, costumo emitir opniões ou simplesmente falar sobre isso, sei lá. Não bastasse o causo do amigo do meu pai, ainda vêm outras dessas. Normal, acostumei.
    Já aconteceu de estar andando (rodando, né? mas não por muito tempo!) tranquilamente, sempre acompanhada, e vem alguém nos abordar para fazer uma pergunta um tanto...? Sem noção! O bípede pergunta para a pessoa, seja lá qual for, que estiver me acompanhando: "Ela é feliz?".
     E vocês, que estão me lendo? O que acham? Mas é claro que a resposta é: "Ela é sim, não há nada que a impeça de ser". Minha cara, apenas sorrindo por educação para o indivíduo(a). E a pessoa? Depois da resposta faz aquela cara de espanto como se fosse totalmente impossível o fato. Deixa para lá, algumas pessoas não conseguem engolir que pode-se ser feliz até sem ambos os membros. Se eu consigo sorrir, a resposta, qual será? Pois é...

    P.S: Eu até me divirto com esses episódios, me fazem sentir mais viva!

Água Parada.

     Várias e várias vezes, me deparei com a seguinte situação: Lá estou eu, em um dia comum de escola, no caso, a última pela qual já passei, no meio daquele alvoroço infernal causado por gente mal-educada, professores que simplesmente ficam sem ação, só olhando aquela cena perturbadora de qualquer juízo.
      Eis que me puxam para conversar, me perguntando coisas pessoais, sem nem pedir licença. Eu? Surpresa? Nadinha, eu passo por essas coisas sem dizer nada porque não me convém encompridar discussões sem necessidade. Pelo menos, não quando estou de bom humor. Conversa, vai conversa vem, e olha as afirmações do projeto de gente:

       - Ah, sou nova demais. Tenho é que aproveitar. Deixo para namorar sério depois, quando eu tiver mais velha. Por enquanto, pego tudinho.

        E a minha cara depois dessa? Imagina aí! Pasma, pensando se essa juventude extraviada ainda tem futuro. Mas aí eu penso bem: Tem futuro sim. Até porque, eu sei muito bem que nem todo mundo teve a educação que eu tive. Mas ainda há aqueles cujos os pais deram ferramentas preciosas para esses sereszinhos criarem juízo. E com a minha indignação, vem o questionário diante de tudo: Como assim essa elementa deixa para pensar em amor apenas depois? E como assim ela tem esse direito de escolher interromper, impedir seu desemvolvimento para depois? Onde ela descobriu esse botão de ligar e desligar o coração? Sei lá, só sei que eu não quero que ela me ensine.
        
       P.S: Exuguei a história porque certas coisas não são publicáveis. Assim como nomes também não são.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cada dia é um dia...


     E não é só para alcólatras que vale aquele papo de "um dia de cada vez''. Vale para qualquer um. Não é justo ter de ouvir a pessoa comentar com outra, querendo ajudar a se motivar dizendo: "Ah, faça como o alcólatra em tratamento! Um dia de cada vez!"
     Pois eu digo: Isso é tarefa para qualquer ser humano! Faça como aquela pessoa que quer sair da inércia, e quer ser feliz. Não é só o alcólatra ou qualquer outra pessoa passando por vícios, que pode ter dificuldades de vencer barreiras, de sair do vermelho, ou da inércia, entenda com o termo que quiser, as pessoas que tem problemas, sejam lá quais forem eles, não são menores do que os que passam por vícios têm. Eles passam pelo mesmo processo para correr atrás do prejuízo e subir na vida.
    Portanto, cada dia é um dia. Vença um dia de cada vez, seja humano, como qualquer outro que tem suas falhas. Falhas foram feitas para se descobrir os consertos. Sem erros, não existem acertos. Essa é a minha mensagem desta vez. E que isso inspire a todos!

Até mais.

domingo, 8 de maio de 2011

1º Domingo de maio não é data comercial, pô!

         Entendeu, não é? Convenhamos que é infeliz a colocação do Dia das Mães como data comercial. Tá, tá bom que as pesquisas disseram que justo essa data rendeu mais compras do que na Páscoa... Mas ninguém precisa ficar cego de materialismo e tirar totalmente o significado sagrado que o dia 8 de maio tem.
          Mãe, nós só temos uma. Eu tenho uma companheira, amiga, confidente de ouro morando no mesmo teto que eu. Depois que todo mundo vê o que eu digo, faço, falo para a minha mãe quando se trata de demonstrar o que sinto por ela, vão abrir aquele sorrisinho enjoado e me chamar de babona. Mas amor é assim mesmo: É meloso, puro, singelo...Não há como fugir disso, e tentar é muita burrice da parte de quem o faz. Eu? Eu sou humana, tenho meus erros, sou bastante injusta com minha mãe muitas vezes, e isso me dói. Mas mesmo assim, me acaricia a alma, saber que tenho esse anjo, conpreensivo, atencioso, amoroso, que faz de tudo para fazer com que a família viva em plena harmonia e felicidade.
          Amo olhar para aquele rosto. Amo mais ainda, tudo o que ela é capaz de fazer para que eu faça o que tenho que fazer para ser feliz, mas amo plenamente, acima de tudo, a própria.
          Tudo o que mais quero, são finais de tardes com conversas que só ela e eu somos capazes de ter, porque cada mente se liga com a outra da sua forma. Quero olhar no fundo dos olhos dela e deixar bem claro, todos os dias, o ser necessário que ela é para mim. Alguém que consegue me fazer respirar melhor, me acalmar, me deixar tranquila quando meu coração aperta.
          E você? Já olhou no fundo dos olhos de sua mãe, disse o quanto ela representa para você? E não é só porque é hoje. É porque é desde sempre! E não é só  em palavras que se faz isso. Pense bem em como tem lidado com ela. Eu não sou a pessoa mais indicada para falar de ações, e que ações valem mais que palavras. Bem, sem dúvida, mas nunca é tarde para tentar rever as coisas e ser melhor no que tiver que ser. Espero que eu consiga a meta [meta não, caminho], espero que eu consiga traçar o caminho para ser a melhor filha possível [impossível também é bem vindo], que minha mãe merece.
   

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído" ♫ ♪ - Não, por favor. Não quero.


    Tá bom que temos acontecimentos e fatos que parecem nos proteger quando precisamos e quando há coisas que não estão em nossa governabilidade. Isso tem vários nomes: Acaso, destino, às vezes coincidência, convergência*, que seja, prefiro chamar de acaso mesmo.
     O problema, é quando parecemos ter o que queremos bem diante de nossos olhos, e criamos coragem para ir atrás, vem algo que não controlamos, e desmancha tudo. Eu tenho muito, mesmo assim, a agradecer por ser assim, pois muita coisa foi poupada de acontecer, e daí vem aquela frase: "Poderia ter acontecido pior". Bem, o que estou tentando concluir com isso, é que às vezes, é bem mais preferível as coisas acontecerem naturalmente, sem seu percurso alterar-se, a criar expectativas em alguma coisa, que você não sabe nem o que pode acontecer, é uma decisão totalmente cega.
     A verdade é que você nunca sabe se o que está acontecendo, vai tomar outro rumo, ou não. E sabe menos ainda se vai ter o que quer, ou se terá de optar por outras coisas.
     O meu pedido dessa semana, queme surgiu foi esse: 'Acaso, pare de me proteger quando não convém ser protegida'.
      Enfim, eu não sou do tipo que espera cair do céu, só sou medrosa, mas ter medo não significa parar e esperar um milagre. Minha forma de medo significa agir, mas agir me esquivando. E isso tem desvantagens? Acho que como qualquer coisa nesse mundo tem dois lados, um sempre bastante diferente do outro, todos sempre apresentam vantagens e desvantagens. E a desvantagem de escolher algo se esquivando de algo aparentemente assustador, é perder várias oportunidades.
      O óbvio disso tudo? É que cada escolha tem sua renúncia.

  *É, acho que convergências não cabem bem no que eu quis dizer. Já que convergências são nada mais, nada menos que o raciocínio de que nada é por acaso. Tudo o que existe tem uma razão de ser. Agora, mesmo assim, todas as coisas, mesmo tendo razões para serem assim, podem sofrer mutações o tempo todo.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A simplicidade é sofisticada.

 
     Na maioria das vezes, penso que somos como uma árvore. Começamos como uma pequena semente. Criamos troco, galhos, e por fim, folhas. Frutos e flores, algumas árvores, dependendo de quais sejam, criam mesmo. Mas acho que no nosso caso, somos daquelas árvores mais simples: Frutos e flores, elas crescem, não sei se posso dizer que elas crescem com o seu merecimento. Penso que elas crescem através de suas ações. É como se fôssemos árvores simples, que não permanecem com uma copa simples, apenas verde por muito tempo. Evoluímos.
    
     Todos nós temos um pouco de simplicidade, dentro dessa simplicidade, está a complexidade, e vice-versa. Dentro de cada árvores, majestosa, grande, há uma pequenina e frágil semente. É como também, a eternidade. Dentro da eternidade, está o fim, dentro do fim, a eternidade. Somos um ciclo, a natureza é um ciclo, o infinito é um ciclo. E tudo faz parte do todo que se chama Universo.

  E nós? Nós funcionamos da mesma forma: Somos simples, mas complexos. Para toda força, uma fraqueza. Uma coisa não existe sem a outra. "Para se ter coragem, tem que ter medo antes", ouvi em um filme. O pequeno torna-se grande. O cinzento torna-se colorido, enfim...