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sábado, 14 de maio de 2011

Água Parada.

     Várias e várias vezes, me deparei com a seguinte situação: Lá estou eu, em um dia comum de escola, no caso, a última pela qual já passei, no meio daquele alvoroço infernal causado por gente mal-educada, professores que simplesmente ficam sem ação, só olhando aquela cena perturbadora de qualquer juízo.
      Eis que me puxam para conversar, me perguntando coisas pessoais, sem nem pedir licença. Eu? Surpresa? Nadinha, eu passo por essas coisas sem dizer nada porque não me convém encompridar discussões sem necessidade. Pelo menos, não quando estou de bom humor. Conversa, vai conversa vem, e olha as afirmações do projeto de gente:

       - Ah, sou nova demais. Tenho é que aproveitar. Deixo para namorar sério depois, quando eu tiver mais velha. Por enquanto, pego tudinho.

        E a minha cara depois dessa? Imagina aí! Pasma, pensando se essa juventude extraviada ainda tem futuro. Mas aí eu penso bem: Tem futuro sim. Até porque, eu sei muito bem que nem todo mundo teve a educação que eu tive. Mas ainda há aqueles cujos os pais deram ferramentas preciosas para esses sereszinhos criarem juízo. E com a minha indignação, vem o questionário diante de tudo: Como assim essa elementa deixa para pensar em amor apenas depois? E como assim ela tem esse direito de escolher interromper, impedir seu desemvolvimento para depois? Onde ela descobriu esse botão de ligar e desligar o coração? Sei lá, só sei que eu não quero que ela me ensine.
        
       P.S: Exuguei a história porque certas coisas não são publicáveis. Assim como nomes também não são.

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