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domingo, 5 de junho de 2011

A mão que balança o berço.

            Não tem nada a ver com o filme. É só uma coisinha que eu estava mirabolando depois de ter lido um texto por aí. Coisa engraçada é a criação que os pais dão aos seus filhos. Todos nós erramos, de fato.
            O que acho engraçado nisso, é que no final, nenhuma forma parece ter sido correta o bastante. A questão também é que ninguém é perfeito. E tudo chega a um certo ponto, que suas ações somente dependem de você. Tem um momento em que ninguém mais tem mamãe para chorar no ombro, simplesmente porque crianças crescem e viram pessoas maduras e adultas. Não sei se estou conseguindo ser clara. A verdade é que tudo o que digo por aqui, caba soando como muitos pensamentos sobre determinada coisa, que fica difícil até para mim, deixar tudo organizado. Talvez isso não seja muito importante, até porque, contanto que vocês entendam tudo o que quero dizer, organização é o que menos importa. Eu nem estou escrevendo um livro...
             Pois bem, não estou aqui para criticar nenhuma mãe ou nenhum pai por suas formas de cuidar de suas crias. Apenas me veio um questionamento, no qual eu me pergunto: E depois? Para que servem todas essas regras? Se ficamos adultos depois, e ganhamos a liberdade de nos responsabilizarmos por nossas escolhas, então, onde fica a serventia de tudo o que nossos pais e nossas mães passaram 10 anos repetindo até você ter vontade de chutar o balde?
             Toda essa situação depois fica até estranha. No começo da vida de todo mundo, aí tudo bem, realmente o ser humano, no começo de sua vida, tem de ter uma base do que é o mundo afora. E nada melhor do que aquelas pessoas incriveis que passaram anos te aturando, aturando berros, manhas, frescuras, fraldas sujas, e logo depois, crises existenciais típicas de adolescente, para te dizer o que PODE vir pela frente, porque nem tudo é igual. Aquilo pelo qual meus pais passaram pode não ser igual para mim, quando eu estiver lá.
             Tá, se existem aquele tipo lindo de pais que, mais tarde, quando os filhos crescem, os deixam escolher seus caminhos, porque não fazer isso desde sempre? Eu não estou dizendo para ninguém deixar as crianças  se estragarem e fazer o que bem der na telha. Um exemplo bem claro que já ouvi falarem aqui mesmo na minha casa, é sobre o batismo. Religião é questão de sentir, já falei isso por aqui.
             Acho que é a mesma coisa na vida. Vida é questão de liberdade. De sentir o gosto e dizer que gosto sente sem que mais alguém intervenha. Sei lá, mas acho que acaba que a melhor forma de aprendizado é ver  tudo com os próprios olhos. Sem aquela coisa de "ou a gente aprende pelo amor, ou aprende pela dor". Dá para aprender livremente tendo mais opções , e cair faz parte do crescimento de qualquer um.
             É lógico que a forma como meus pais me criaram me foi importantíssima na contrução do que eu sou agora, isso não tem mesmo como negar. É claro, também, que nessa criação, tiveram restrições, um "não" ali outro "cuidado!" acolá, mas daí eu pergunto: Todo mundo não percebe qual o caminho melhor a seguir, no final das contas? Se todos percebem, mais cedo ou mais tarde o que é mais conveniente ou não fazer, então, por que tanta proteção? Eu sei, todos querem o melhor para seus filhos. Ninguém quer ver seus pimpolhos sofrerem. Mas essa proteção realmente é necessária? Será que não é prender demais?
             Bom, deixo claro que acredito tanto numa, como na outra. Aceito tanto que os pais devem iluminar o caminho, como aceito a liberdade da pessoa de buscar seus próprios caminhos, ver as possibilidades sem que ninguém diga nada.
              E você? O que acha sobre isso?

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