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sexta-feira, 22 de julho de 2011

A Liberdade é uma prisão.

       Para se ter liberdade é preciso antes, prender-se. A verdade é que ninguém pode querer ser totalmente livre, já que em cada escolha que fazemos, está suposta uma renúncia. A graça de tudo , é enxergar beleza até nisso. Senão, o que seria mesmo de nós, se víssemos tais coisas com aquele ar de falta?
       Tudo bem, você teve de deixar de comer chocolate porque seu objetivo no momento é o de emagrecer. Por isso você resmunga? Deixe passar alguns meses e olhe-se no espelho...Valeu a pena, não é?
       Não, não estou falando isso sem dó nem piedade, como se achasse isso de pouca importância, e dissesse: "É assim e cabou-se". Ora, dói saber que devemos deixar tanta coisa para trás, pois há algo maior pela qual você corre atrás. A verdade, é que pode ser prazeroso no fim das contas, o resultado de suas escolhas, as conclusões que tira, lições valiosas que são para a vida toda. Simples: Temos sempre x caminhos para escolher, de cada vez, só uma será válida. Arrancar os cabelos por isso? Não, claro que não! É, as possibilidades são muitas, e imensas. É tão gratificante quando você percebe que as coisas, mesmo que não feitas da forma que você planejou, deram certo!
       Às vezes penso que mesmo não escolhendo executar os planos e sim, optar por fazer aquilo que nos é de mais urgência, tanto não vão importar todas aquelas coisas que deixamos para trás, como tudo parece voltar. É como se as oportunidades sempre voltassem, não importando quanto tempo leve, essa coisa de "a gente não faz sempre o que quer" parece mais uma ilusão, porque depois, a gente pode tudo, só não simultaneamente! E mais: Gosto muito de levar em conta, em praticamente tudo, que nada é por acaso... As coisas que tanto almejamos podem não acontecer agora, mas depois, vai saber.

 A liberdade é uma prisão, doce, mas é.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

E na oscilação que é a vida...

   ...A gente descobre que não estava sendo o melhor, achando que era o melhor a ser feito. Para quem me pediu orientações sobre o bottom e tudo o mais, devo comentar, antes de mais nada, que cada caso é um caso!
      Claro que todo mundo sabe disso, e que é melhor conversar com o médico de vocês,certo? Enfim, na postagem anterior sobre essa conversa toda de largar as fraldas descartáveis, fazer uso de sondas e optar [ou pelo menos planejar] pela introdução do bottom em suas bexigas e vidas, quando escrevi tudo aquilo, realmente estava tudo tranquilo, parecia ser uma opção maravilhosa. E até foi, já que qualquer coisa do gênero parece ser bem mais interessante que fraldas.
     Nesses últimos dias, passei por muitas descobertas e me vi em meio a decisões, totalmente confusa, cheia de medos. A verdade, é que foram descobertas desvantagens em relação ao bottom. Por ele ser um "corpo estranho" em contato com meu organismo, depois de um tempo, foi observado que ele estava facilitando a formação de cálculos, e as infecções. Sem contar com o fato de que o envelhecimento dele resulta em vazamentos, e isso acabou me afastando das terapias de reabilitação.
     O que vai acontecer comigo? Terei de refazer uma cirurgia, que da primeira vez não deu certo, me levando ao uso do bottom. É aí que o medo entra. Tenho medo de ter de reverter tudo de novo e passar por mais cirurgias. [Que ironia,não?]
      Enfim, vamos às informações sobre essa cirurgia que farei: A minha cistostomia foi colocada na região pélvica, e nela está colocado o bottom. O bottom será retirado, e a cistostomia fechada. Outra cistostomia será aberta, mas, desta vez, na região do umbigo. Ou seja, não terei nenhum objeto em contato com meu organismo! Não, eu não tinha pensado em nada disso antes. Descobri tudo nos últimos dias, em consultas.
      Tanto que  escrevi aquilo tudo, acreditando que o bottom seria a melhor solução. Continuando... Os cuidados que devemos ter com a nova cistostomia, são os mesmos. Caso tenha bexiga ampliada, assim como eu, faça as limpezas com soro fisiológico, como eu disse anteriormente. Não estrapole o tempo de esvaziamento da bexiga! Dependendo de suas necessidades, matenha um horário fixo para fazer o cateterismo e siga-o rigorosamente, pois este tipo de cistostomia pode folgar e levá-lo ao centro cirúrgico.
       É isso, vejam qual é a melhor opção para vocês, conversem com seu médico. Farei a cirurgia, e depois de um tempo, colocarei meus relatos de como as coisas se comportaram.

Até mais.

terça-feira, 12 de julho de 2011

E cadê a vergonha na cara desse povo?


     Essa semana foi demais. Muita gente tem uma imagem totalmente distorcida de quem tem deficiência física. Não, não estou falando na discriminação, todo mundo está careca de saber que essas coisas não me atingem. Falo mesmo é daquele raciocínio no mínimo ridículo que as pessoas têm, pensam naquela coisa da aposentadoria.
     Um dia desses eu fui perguntada: "por que você não se aposenta?". Gente, não deu outra, sabe? Pasmei! Fiquei com aquela cara de "eu ouvi isso mesmo?", mas acho que na hora, me contive e respondi a pergunta educadamente, claro. Mas que eu queria rir, queria!
      Não lembro exatamente como foi a resposta, não lembro ao certo das palavras que saíram da minha boca. Acho que disse algo parecido com "Porque não é uma opção" e sorri timidamente. O fato, é que depois de tudo, eu fiquei mesmo com vontade de ter resondido "Deus me livre! Quero mesmo é ter minha vida, dá licença, obrigada.".
       Enfim, eu tenho planos e sonhos demais, para ficar estacionada e jogar tudo fora. Embora eu não saiba ao certo para quê vou prestar vestibular, eerr... Eu tenho pelo menos vontades e muita vida pela frente para viver só de INSS que não é grande coisa, e ficar sem fazer absolutamente nada! Olha bem para mim, tenho cara de quem não quer nada com a vida?

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O caminho

      Em algum lugar existe uma lagarta. Algum lugar dentro de mim, que não sei onde, não sei o que é. Não. Na verdade, essa sou eu. Que quer desesperadamente passar de uma simples lagartinha, vulnerável, indefesa, ingênua, para aquela borboleta de uma beleza indescritível, cheia de vida, leve, livre. Sabe aquela imagem que só você vê e ninguém acredita quando você conta?
      É como acontece. As coisas mudam, os sentimentos mudam, os fatos, e convicções e tudo aquilo que lhe é posto como dever, nada disso permanece da mesma forma. O problema talvez seja quando tudo muda, menos você. Tantas e tantas vezes ouvi aquela coisa de "não se apressa o rio, ele corre só", que as coisas acontecem naturalmente... Nada contra isso, até funcionou por um tempo. Mas as coisas tomam tal rumo, que tudo o que mais se quer é quebrar as regras e deixar de lado a naturalidade.
     O tempo que me desculpe, não o espero mais.     

sexta-feira, 1 de julho de 2011

E o verbo hoje é... Fluir.

             Não mais questionarei. Não mais. O que eu sei é que eu preciso mesmo é sentir. Prestar atenção, não mais com os olhos da face. Serve para todos. Prestemos atenção com outro tipo de olhos. Aqueles com os quais não captamos imagens, luminosidade, formas. Hoje, amanhã, e sempre, o verbo é fluir.
             Aqui, agora, neste momento, me permito sentir com atenção, a alegria, a tristeza, a fé, o amor, a gratidão, a saudade, a esperança, a paz, o contentamento, a dor, a vida! Fluir. Deixar todas aquelas energias circularem, sem questionamento algum meu. Apenas sentir. Não mais ver tudo à volta com os olhos da face.   Mas enxergar tudo da forma mais surpreendente e inexplicável que existe. E não mais tentar compreendê-las. É deixar fluir. Enxergar o Universo do jeito mais simples e fascinante.
              A idéia é essa: Deixar toda essa energia fluir, e enxergar a beleza abstrata. É se dar o direito delicioso de enxegar tudo com os olhos do coração.