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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Faxina Interna.


       Ufa! Depois de tanta coisa, é muito bom estar de volta! Às pessoas para as quais eu compartilhava, e ainda compartilho experiências em relação a espinha bífida (cansa ler mielomeningocele, não?), fico feliz que estou imensamente bem depois de uma cirurgia que definiu para sempre (nada exagerada,né?) a minha vida daqui para frente! E tenho de dizer, nada de botom: Não é nada interessante ter algum material estranho em contato com seu organismo. Principalmente para  (im)pacientes como eu, que tem muita facilidade em formar cálculos na bexiga. Puxa vida! A pedreira que saiu de mim dessa vez até me assustou! Imagina 5 pedritas dentro de você, cada uma do tamanho de um caroço de pitomba... Então.
        É um alívio imenso! E aí, como eu aprendi a enxergar além do que meus olhos vêem, nesses dias em casa pude ver algo similar a vida (ou vida dentro da vida, como preferir). Quando a faxineira vem, ela faz uma senhora faxina! Sabe o tipo da pessoa que passa horas até a casa ficar um brinco? Ela é dessas. Só que ela tem uma mania que acaba sendo um pouquinho (bondade pode tornar-se defeito, cuidado!) incômoda: Ela muda absolutamente TUDO de lugar TODA VEZ que ela vem. Daí, ninguém fala nada, porque, pelo menos eu, fico com um pouco de medo, pois não quero ser grossa, indelicada. Aí, a idéia que me veio é a seguinte: Assim como na faxina da casa, na vida, a gente não precisa mudar absolutamente tudo de lugar. Mudar de lugar não significa organizar. Por que não apenas desentortar os quadros invés de mudá-los de parede? (não que ela faça exatamente isso).
       Mas aquela situação, quando o tempo aperta, vem a pressa e você fica procurando isso e aquilo que você jurava estar naquele lugar? Complicado,né? Quero dizer, na vida você também não precisa mudar sua personalidade ou o que quer que seja em algum momento da vida. Pode apenas mudar a forma de agir em determinada situação, já que na maioria das vezes não podemos mudar a situção.

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