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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Senhoras e Senhores, com vocês: O Ódio.


Aqui no Brasil, muitas pessoas dentre elas eu mesma, se sensibilizaram pelas causas LGBT e a Consciência Negra. Isso causou muita comoção nas redes sociais e em outros veículos de comunicação. O mundo inteiro é cheio desses males e outros mais que causam repulsas e indignação. Para outros, causam mais indignação ainda que uns voltem a atenção mais para uma coisa do que outras que eles acreditam ser maiores e mais importantes. A questão é que NENHUMA CAUSA É MENOS QUE OUTRA. A humanidade dá passinhos de neném quando se trata de se libertar de tantos maus, de ódio e outras atrocidades contra a vida.

No decorrer desse mês, vivenciamos um episódio (pelo menos mostrado, reportado, porque Deus sabe quantas pessoas morrem ou são verbalmente, moralmente atacadas todos os dias e a mídia não dá conta de mostrar tudo ou até mesmo ignora) de racismo, comentários odiosos direcionados à repórter, nova moça do tempo. Não precisa dizer que Maria Júlia Coutinho é lindíssima! E deu um show nos 70 segundos reservados a ela depois do ataque a sua imagem na página do Facebook do JN.
Um tempinho depois, lançaram a campanha "Facebookística" '#SomosTodosMaju' e daí, já deu abertura a mais outra polemica: Algumas pessoas que veem problemas em tudo a que vira os olhos disseram que tudo não passava de uma falta de discernimento, e que os que abraçaram as causas citadas têm de rever prioridades.

Para começo de conversa, são coisas totalmente diferentes. Uma remete à necessidade da humanidade de mudar sua mentalidade sobre as diferenças e a outra é um problema socioeconômico. Viu aí a diferença? Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa (rs).

E na boa, em pleno século XXI (vinte e um porque século 2015 non ecziste err) ainda ser racista é de lascar o cano, né moçada? Vamos mudar o repertório que esse disco já está furado há muito tempo, mas muito tempo MESMO!

E para finalizar, fiquei mega feliz com a notícia que corre agora mesmo pela web que fala da remoção da Bandeira Confederada dos Estados Unidos da América no estado da Carolina do Sul. Para quem não sabe, a bandeira representa a segregação de alguns estados do país por conta da eleição vencida pelo abolicionista Abraham Lincoln, ou seja, Muitos não aceitaram e ainda queriam continuar senhores de escravos. O pedido de retirada da bandeira se deu por conta de um tiroteio de autoria de um racista que usava a bandeira (muitos fazem isso, vemos isso em filmes, séries, notícias etc.) que resultou na morte de nove pessoas em uma igreja do mesmo.

Mentira, não terminei. Muitas vezes eu tenho de deixar claro que minha posição política em rodas de conversas é praticamente neutra por muitas razões. Enfim, tem muitas pessoas que não têm um pingo de compaixão pelas outras. Principalmente quando essa pessoa é a nossa atual Presidenta. Muitas pessoas a ameaçam, xingam, ridicularizam sua imagem como se ela fosse outra coisa e não um ser humano que merece o devido respeito. Devo confessar que eu achava a forma dela falar, dar discursos e debater bastante precária, desprovida de preparação. Sinto-me de certa forma envergonhada por não ter pensado antes na possibilidade de ela estar assim justamente por conta da pressão psicológica que ela recebe todos os dias pelos problemas, as ofensas, vaias, olhares de desaprovação e nojo... Respeito é bom e todo mundo gosta. Quer respeito? Dê respeito. Todo mundo merece. E esse tratamento que dão uns aos outros é tão desumano quanto a situação precária em que vive a África e todo mundo gosta de posar de bom samaritano postando no Facebook para depois desrespeitar quem acharem conveniente.

Agora sim, NÃO! Calma, alguém viu aquela carta pessoal que uma moça mandou para a Presidenta? É disso que falo. Me emocionei, me sensibilizei pelas palavras e espero que esta carta desperte tamanha empatia como fez comigo, aqui .

Agora sim, sério. Até mais.