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O casulo.

        Aqui dentro encontra-se paz. Mas também encontram-se furacões.  Aqui dentro encontra-se muito amor. Mas tudo pode ser muita inquietação.  Posso ser delicada, graciosa, a beleza inocente de uma borboleta, mas também posso ser turbulenta, não sei se violenta, mas posso mostrar espinhos, como uma vespa mostra seu ferrão. Eu sou, eu fui, estou sendo... Mudo a vida inteira. Acredito no acaso, mas também posso acreditar na maioria das vezes que absolutamente nada é por acaso e que na vida há o destino, que sempre guarda alguma coisa para mim na frente. Gosto do que sou, mas também posso detestar certas ações.  Amo quem está ao meu redor, sei que muitas vezes é necessário não ouvir o que se quer, e tenho consciência de que possa muito bem odiar quando isso acontece. Tanto amo essas pessoas, que nada me faz tão feliz quanto estar sempre por perto. Amo o meu mundo. Amo aquilo que chamo de bolha, esse mundo que a gente apelida de Infinito Particular. Mas também isso pode virar algo não muito admirável quando em tantos momentos na vida isso começa a me fachar para o resto do mundo. Amo aventuras, mas amo mais ainda meus momentos de quietude.
       Amo sons, amo meus momentos sozinha, apenas eu e minhas músicas. É como eu disse: Gosto de ser reservada e gosto também dos que me cercam. Amo espaços. E amo mais ainda respirar. Gosto do amargo, e amo o doce, e por que não, às vezes, o agridoce? Amo cores, sou louca por flores e amo o verde das paisagens.

E ainda há tanto o que descobrir...

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